LuIvanike

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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Um texto furtado...

HAHHAHHAHAHHAHAH
O título da postagem foi inspirado no livro que estou lendo "A Menina que Roubava Livros". É fantástico, uma delícia de ler e um assunto supar interessante. Só para despertar a curiosidade vou reproduzir aqui a frase na capa do livro : "Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler."

Bem, mas o texto que furtei foi do Blog do Leon e todas as mães e pais deveriam ler. Fica mais fácil entender a diferença de responsabilidades após a maternidade!

E depois da sumida, venho contar que passei no concurso para professores do Estado do Paraná. Estou tão feliz que estou até pensando em encomendar outro baby!
Mas isto é história para outra postagem!

UMA SOLIDÃO SOLTEIRA
Fabrício Carpinejar

O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.

DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.

De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.

POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.

Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.

ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.

O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.

IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.

De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.

A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).

A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.

ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.

Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.

Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.

OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.

Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.

A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.

Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.

O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"Escola antes dos 3 anos é um erro"

A frase título deste post foi retirada da revista Isto É de 12 de novembro de 2007 de uma entrevista com Steve Biddulph , escritor (Criando Meninos, O Segredo das Crianças Felizes, Momentos Mágicos com Seus Filhos...). Na entrevista ele afirma que a idade "quase" ideal para as crianças começarem a frequentar a escola é aos 3 anos (e três vezes na semana). As argumentações dele foram tão bem colocadas que agora estou com um sentimento horrível de culpa por expor a DAniela a tantos futuros problemas. Reproduzirei algumas frases da entrevista, e para quem tiver acesso, fica aí a dica de leitura. Não procurei, mas talvez no site tenha na íntegra!

- Até os 3 anos de idade da criança, é a família que tem condições de interagir com ela para um bom desenvolvimento cerebral. Ou seja, com intensidade e sintonia. É assim que o bebê aprende a se aproximar e criar empatia - e adquire o que chamamos mais tarde de "inteligência emocional".
- Estudos sobre estresse e níveis de cortisol no sangue mostraram que bebês na fase de aprender a amdar sofrem o dobro de estresse quando são separados da mãe e inseridos numa creche.
... Crianças que aparentavam estar bem, na verdade, permaneciam estressadas - elas aprenderam a esconder a emoção e a lidar com ela. Desenvolvimento infantil é isso: a coisa certa na hora certa.
- ...Foi descoberto um fator triplo: as muito novas que vão à creche com frequência e passam muitas horas ali se tornam agressivas, anciosas e desobedientes. E perdem o vínculo com a mãe.
- ...O que se aprende nos primeiros anos de vida é a socialização: como confiar, se sentir seguro e ser alegre. Ali as crianças são tratadas como grupo e não podem ser amadas ou cuidadas individualmente. Estudos com gravações em vídeos mostram que bebês nesta situação acabam desistindo de pedir atenção e tornam-se depressivos. Ficam quietos e acabam sendo considerados bons bebês.
- Amor tem a ver com tempo. A pressa é inimiga do amor, porque corrói e destrói.

É isso aí. Vou pensar mais um pouco sobre o assunto e depois posto comentários.
Beijokas

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Parabéns para o Papai

Bem, passei sópara deixar muitos beijos a todos e dizer que sinto muita falta deste cantinho!
E também para deixar os parabéns mais sinceros, os beihjos mais molhados e melados e os abraços mais apertados para meu papai que hoje está completando 58 aninhos!
BEijos papai!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Redação Vencedora...

Bem, recebi este texto por e-mail do meu pai. Vale a pena dar uma lida!

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência? "A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma. REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...

Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Eba, praia!

Ai gente, vocês não fazem idéia da saudade que estou sentindo daqui!
Tenho um post em casa, prontinho e esqueci de trazer para postar!
MAs amanhã eu posto sem falta!
Enquanto isso vou contar que sábado vamos a Balneário Camboriú para as bodas do avô do Daniel. E aproveitar para pegar uma prainha!
Então, beijokas e pego um bronze por todos vocês!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Livros...

Bem, a <a href="http://samanthashiraishi.blogspot.com">Sam</a> me passou um Meme muito legal: eu teria que abrir na página 161 do livro que estivesse na minha frente e reescrever aqui no blog o 5° parágrafo. Lá vai:

"FritzRoy levantou âncora às quatro horas da manhã seguinte e por dezessete dias os navios irmãos navegaram pela costa da Patagônia em direção ao Sul. Em 23 de dezembro pararam em Porto Desejo para os feriados, 960 quilômetros ao norte do cabo Horn. Darwin, "com muita sorte", abateu um guanaco, semelhante a uma lhama, que, inteiramente cozido, pesava oitenta quilos, e um jantar de Natal opulento foi oferecido a todos. Martens foi um pouco mais longe e abateu uma pequena ema e, somente depois que a ave tinha sido cozida e consumida, é que Darwin, repentina e embaraçosamente, recordou-se da história gaúcha da rara "petiz". Seu primeiro encontro com a nova ave e ele a comera inadvertidamente! Felizmente "cabeça, pescoço e pernas e uma asa" e as penas maiores puderam ser recuperadas e em seguida preservadas e embaladas no porão."

Talvez não tenha muito nexo, mas é uma das passagens da história de Darwin, do livro "DARWIN, a vida de um evolucionário atormentado" de Adrian Desmond & James Moore. É um livro muito interessante, mas tão longo que não consigo terminá-lo. E não quero, pois ele tem me ajudado a ver Darwin como pessoa, não como mito (é muito difícil humanizar alguém com uma hhistória tão célebre).

Tenho uma super sugestão de livro infantil (2 em 1). Minha cunhada Isabella está se formando em educação musical e a maior parte das músicas que canto para a Daniela foram aprendidas com ela. Ela ganhou no Dia das Crianças um livro chamado "Músicas Daqui Ritmos do Mundo" de Zezinho Mutarelli e Gilles Eduar. Este livro conta um pouco da história de Felícia e seus amigos que percorrem o mundo à procura de diferentes ritmos e músicas para o Reino Sem-Tom. É maravilhoso!!! Colorido, tão atraente para crianças que a Dani já se grudou no da Tia (agora tenho que comprar um pra ela). À medida que a história é contada as músicas de roda são cantadas (acompanha um CD musical). E os arranjos musicais são tudo de lindo (tangos, valsas, forrós...). As músicas vão de Atirei um Pau no Gato até Marcha Soldado. Muito lindo, vale a pena conferir!!!!!!

Por hoje é só, mas amanhã farei o meme que a minha amiga Ana Laura me convidou a participar...

Beijos e deixo vocês com fotos atualizadas da minha princesinha.




quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O Aborto e a Igualdade


Hoje, resolvi atualizar minhas visitas a blogs que gosto muito de ler. E um deles é o <a href=http://www.sindromedeestocolmo.com/>Síndrome de Estocolmo</a>. A descrição deste blog é a seguinte: No dia 23 de Agosto de 1973, três mulheres e um homem ficaram seis dias reféns de bandidos, em um assalto a um banco de Estocolmo. Para a surpresa de todos, os reféns desenvolveram uma relação afetiva com os bandidos. Desde então, chama-se Síndrome de Estocolmo a essa dependência afetiva que se cria nos raptados pelos seus raptores. Essa descrição é ótima... Fui raptada pela minha filha e desenvolvi ima relação afetiva fantástica com ela.

Mas citei o blog porque a Denise Arcoverde
publicou um texto da VEJA desta semana de autoria de ANDRÉ PETRY que discorre sobre o aborto (situação de Elisabete que jogou a filha num córrego poluído). Reproduzirei o texto e deixo todos pensando sobre o assunto : Vale a pena proibir o aborto?


 

A pequena Michele, nome dado pelos funcionários da UTI neonatal, morreu na noite de quinta-feira. No domingo anterior, Michele foi encontrada boiando num poluído rio da região metropolitana de Belo Horizonte. Sua mãe, Elisabete Cordeiro, de 25 anos, não queria a filha. Aos quatro meses tentou abortar, mas não deu certo. Aos oito, tomou remédios abortivos, a criança nasceu com 37 semanas e a mãe jogou-a no ribeirão poluído nos fundos da casa. Na UTI, o bebê acabou morrendo com infecção generalizada e edema cerebral. A mãe está presa.

Infelizmente, Elisabete não é a primeira a jogar o filho fora. Infelizmente, não será a última. O caso recente mais conhecido, também ocorrido em BH, é o da vendedora Simone Cassiano, 29 anos. Em janeiro do ano passado, ela jogou a filha de 2meses na lagoa da Pampulha. A criança foi encontrada num saco plástico, boiando. Sobreviveu. Simone foi condenada a oito anos e quatro meses de prisão por tentativa de homicídio.

Com regularidade mensal surgem casos parecidos. Agora mesmo, no dia 19 de setembro, a faxineira Maria Zilda, 39 anos, abandonou seu bebê recém nascido numa mata em Camaragibe. O bebê foi encontrado com picadas de formigas e com dificuldade de respirar. Também sobreviveu.
O uqe há em cmomum com essas mães?
São todas mulheres humildes, pobres, moradoras do pedaço senzala do Brasil. Nenhuma é de classe média, classe alta. Por quê? Será que as brasileiras mais abastadas têm um instinto maternal naturalmente mais aguçado? Ou são educadas com mais zêlo para os rigores da maternidade? Será que só ficam grávidas quando querem? Será que entre elas os métodos contraceptivos são 100% eficazes, índice de suceso inédito inclusive na Suécia e Noruega?
A resposta é o aborto. As brasileiras mais abastadas, se não querem uma gravidez que não puderam evitar, dispõem de meios para abortar. Há clínicas clandestinas que fazem o serviço pelo Brasil inteiro. Mas cobram caro. Jamais uma brasileira abastada, sem outra opção que não o abosto, se vê levada à demência de jogar um bebê pela janela. Justamente porque o aborto se lhe apresenta como solução anterior a esse estágio de completo desespero e delírio.
Quem fica sujeito a não ter opção alguma, nem mesmo à do aborto, são essas mulheres pobres, que vivem na periferia da cidade e da vida, que não têm dentes nem futuro, que amam às pressas, que são elas próprias filhas de algum abandono - do parceiro, da família, do Estado. É por isso que legalizar o aborto, além de tudo, também é uma forma de tratar as brasileiras com algua igualdade.
Elisabete, que matou a filha, vai para a cadeia. Deve pegar mais que os oito anos de Simon, que jogou a filha na lagoa da Pampulha. É justo.Elisabete cometeu crime repulsivo. É assassinato. Vivendo a mesma asfixia infernal de Elisabete, tantas outras mulheres jogam seus filhos fora. É justo que, mesmo sendo pobres, tenham outra opção.
Como sempre, dois Brasis.

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Fatalidade????????

Gente... Estou passada! Horrorizada!!!! E sabe lá mais o que!!!!!
Li na comunidade da Pediatria Radical no Orkut sobre um caso que aocnteceu em Caxias do Sul. Um bebê de 5 meses morreu asfixiado após ingerir leite na escolinha onde ficava. Provavelmente o bebê teve refluxo e as professoras não perceberam.
O mais revoltante é que entregaram o bebê para a mãe enrolado no cobertor alegando que o bebê estava sonolento. Quando a mãe percebeu o filho estava roxo e sem respirar há mais de uma hora.
No hospital ele foi aspirado e entubado, mas já era tarde. Ele já tinha tido morte cerebral e falecei dois dias depois.
Os órgãos não puderam ser doados pois ele estava sem oxigenação há muito tempo!


Fiquei chocada porque minha filhota passa o dia na escolinha. Por duas vezes ela veio de lá com febre e não fui comunicada. E quando teve surto de varicela os pais não foram informados. O problema é que são esses detalhes que provocam as fatalidades.
Acham lindo um bebê de 5 meses mamar sozinho, mas tem que ter vigilância constante. Em casa não tiro os olhos da Daniela nem um momento. Espero que na escola cuidem assim!

Hoje já vou comentar na saída esse fato e deixam um sobreaviso:
"Ah, se acontece comigo. Não deixo ninguém vivo nem pra contar a história!"

domingo, 7 de outubro de 2007

Voltando a escrever...


Gente, hoje li no Desabafo de Mãe sobre A importãncia da avó materna e achei fantástico!
Eles consideram a menopausa uma estratégia evolutiva para o sucesso da nossa espécie. As avós que não podem gerar filhos têm mais tempo para ajudar nos cuidados com os netos. E, isso acontece com a avó MATERNA, pois é garantido que seus genes perpetuarão.
E o mais incrível é que realmente, a proximidade com a família materna é muito maior do que com a família paterna! Aqui na minha casa é assim. Minha mãe até desmarca compromissos para cuidar da Daniela, mas minha sogra foge o quanto pode!!!
HAHHAHHA
E é por isso que AMO Darwin!!!!!!!!!!!!!!
Beijokas
*Em breve voltarei a postar diariamente!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Assopra o pó...

Bem pessoal... Tenho estado meio ausente pois, depois do episódio da luz, agora é a vez da net ficar cortada. E sem previsão de volta.
Vocês não imaginam a saudade que sinto daqui, dos comentário e das conversas no MSN. Mas um dia tudo se acerta.
Daniela está resfriada, pois aqui em Curitiba o inverno chegou... Num dia 27° e no outro 11°. Não tem saúde de pequenino que aguente.
Eu estou numa fase um pouco pessimista. Muitas coisas dando errado. Meu curso no ComCiência não seria remunerado por já ser funcionária do Estado, tive que pegar mais aulas a tarde e por isso a Dani está na escola em período integral. Isso também está me deixando com o coração apertadinho, pois sinto muita falta dela e ela de mim, também.
Ontem minha mãe fez uma cirurgia para retirada do ítero e acabou tendo complicações, então ficarei mais alguns dias sem aparecer por aqui.
Deixo mihões de beijos e pedidos de desculpas por estar tão ausente com meu espacinho, mas é uma fase que vai passar!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Depois da sumida...

Depois de uma desaparecida estratégica, venho por meio deste registrar a indignação de algumas celebridades acerca da absolvição de Renan Calheiros...
Arnaldo Jabor: "O povo teve uma aula sobre a tradição vergonhosa de nossa política. A absolvição de Renan foi o suicídio do senado."
Bolívar Lamounier: "É como se houvesse duas classes de cidadãos: os poçíticos e o resto. Os primeiros fazem o que querem."
Carolina Ferraz: "Queria saber quem foram os políticos que ajudaram a absolvê-lo para nunca mais ajudar a elegê-los."
Cristiano Mascaro: "Minha primeira sensação foi de vergonha. Sinto também desalento por saber que o processo de mudança disso tudo é muito lento."
...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Hino Nacional


Quando estava na faculdade cursando Biologia, consegui estagiar no zoológico de Curitiba. Lá, fazíamos várias atividades, uma delas denominada "Acantonamento Ecológico", atividade que particicpei quando tinha apenas 10 anos de idade quando cursava a quarta série do ensino fundamental. Não imaginava que dez anos mais tarde eu seria uma das orientadoras desta atividade.
Nestes Acantonamentos, uma sub atividade que sempre me emocionava era o "Cerimonial Cívico". Como filha de Militar, meu pai sempre me mostrou o valor e a beleza do nosso Hino Nacional. Sempre ressaltou que nosso Hino era um dos poucos que não fazia alusão à guerra, mas à Paz e ao Amor pela Pátria. E sempre que ouço o Hino Nacional Brasileiro fico com os olhos marejados.
Voltando ao Zoológico, lá aprendi que o Hino Nacional em sua parte instrumental da introdução possuía uma letra, que acabou excluída da sua versão oficial do hino. Essa letra é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba, presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880 e apresenta os seguintes versos:

Espera o Brasil
Que todos cumprais
Com o vosso dever.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!

Gravai com buril
Nos pátrios anais
Do vosso poder.
Eia avante, brasileiros,
Sempre avante!

Servi o Brasil
Sem esmorecer,
Com ânimo audaz
Cumpri o dever,
Na guerra e na paz,
À sombra da lei,
À brisa gentil
O lábaro erguei
Do belo Brasil.
Eia sus, oh sus!


E durante o "Cerimonial Cívico" explicávamos para as crianças sobre essa introdução e cantávamos o Hino com ela.
Era lindo... Pela manhã de sábado asteávamos a bandeira cantando o Hino com a introdução e, no fim da tarde de domingo, arriávamos a bandeira, também cantando o Hino.
Resolvi porstar sobre esse assunto, porque acabei de presenciar o povo cantando o Hino no jogo do Brasil e percebi que um jogador estava muito perdido na letra.
Fico horrorizada de ver que o povo não sabe a letra do Hino... NÃO SABE!
E, se não sabe a letra, quem dirá o significado das palavas lindas que o compõem. Estudei em colégio da Polícia Militar do Paraná, e lá tínhamos a disciplina Cívica, onde aprendíamos não só a marchar, mas também o significado de TODOS os Hinos que cantávamos. O da Bandeira, o do Paraná, o da Independência, o Nacional e até o da Polícia Militar. São lindos! E, realmente é emocionante!
Mas é lamentável que as escolas não dêem o devido valor ao nosso Hino! Isso é um absurdo, porque as crianças cantam o Hino errado e fica por isso mesmo. Alguns erros cometidos e que passam batidos são:
- Ouvirodo Ipiranga... (Ouviram do Ipiranga)
- Seu penhor (Se o penhor)
- Conseguimos conquistar com braços fortes (Braço forte)
- Brasil de um sonho intenso (Brasil, um sonho intenso)
- "Nossa vida" em teu seio "mais amores" ("Nossa vida" no teu seio "mais amores")

Esses são alguns erros que me lembro, tem muitos outros!
Tendo em vista minha indignação, sexta-feira pararei minhas aulas para trabalhar o Hino Nacional com meus alunos. Vou fazer minha parte... Vamos estudar o Hino detalhadamente, porque falta nesta juventude ( e nos pais da juventude) patriotismo. Falta se emocionar ao ouvir nosso Hino. Falta exigir respeito por ele (no próprio campo uma torcedora cantava o hino enrolada na bandeira com um copo de shopp na mão!).
Bem, deixo vocês com a letra do Hino. Leiam e observem quantas vezes pronunciamos palavras erradas!
Beijokas

Letra do Hino Nacional Brasileiro

I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Desafios blogosféricos

A Sam me convidou para um meme bem divertido! Em seu post Desafios Blogosféricos do qual tirei o título do meu post, trás as respostas dela.
Achei divertidíssimo e espero que meus amigos participem também!

O que estavas a fazer há dez anos atrás?
Cursava o 2° ano do ensino médio. Estudava e ia a festas todos os finais de semana.

O que estavas a fazer o ano passado?
Vivia a angústia de voltar ao trabalho com a Daniela pequena.

5 snacks que eu gosto:

* Esfiha aberta da minha Mamy;
* Palitos de queijo;
* Bolinhos de arroz que eu faço;
* Nhoc ao Fungi do Macheroni;
* Cheese burguer do Mc Donald´s;

5 músicas cujas letras conheço de cor:

* Infinita Highway (Engenhiros do Hawaii)
* É Tão Lindo (Roberto Carlos e Balão Mágico)
* Como Nossos Pais (Elis Regina)
* All Star (Nando Reis)
* Carta de Amor (Jota Quest)

5 coisas que faria se fosse miolionária:

* Teria uma babá, uma cozinheira, uma arrumadeira, uma passadeira e uma massagista...
* Construiria uma biblioteca infantil em todas as escolas públicas com diversos títulos
* Abriria uma loja de brinquedos educativos (sou louca por brinquedos de madeira, feltro...)
* Faria "Natal Solidário" em todos os Natais, com Papai Noel, balas e brinquedos para várias crianças que não têm Natal.
* Teria uma casa de praia e uma casa de campo pra minha baixinha poder brincar solta o dia todo sem preocupações de apartamento

5 coisas que gosto de fazer:

* Escrever no meu blog
* Brincar com a Daniela
* Conversar com o Dani sobre coisas interessantes (às vezes nos prendemos à Daniela e esquecemos que somos independentes dela)
* Tomas coca-cola assistindo filme
* Passear com a Dani e o Dani no Museu do Olho aos domingos.

5 coisas que nunca voltaria a vestir/calçar:

* Calça alta (centro peito)
* Camisetas largas e calça jeans (usei na adolescência quando engordei)
* Sapatos plataformas com salto separado (eu adorava usar porque sou baixinha e por alguns momentos ficava a mais alta da turma toda!)
* Vestido tubinho (hhahhahahah... Meu corpo de mãe não permite mais)
* Vestido trapézio (usava com legging)

5 brinquedos que eu gosto:

* Lego (Amo brincar de lego)
* Boneca
* Elástico
* Quebra-cabeça
* Playmobil

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Lindo...


MATERNIDADE FAZ BEM!

Amigo, é fato: ao se tornar pai, você vai perder sua mulher. Ela será vítima de uma paixão avassaladora por outra pessoa -que, no máximo, guardará aqui e ali alguma semelhança com você. Esse arrebatamento da sua mulher vai te vitimar profundamente. Você verá florescer ao seu lado um amor desmedido, como ela jamais poderá te oferecer. Um sentimento descomunal que sempre esteve lá, dentro dela, guardado para outra pessoa.

Você, que era único, perderá a exclusividade. Você, que tinha todas as regalias, perderá os privilégios. Você, que gozava de toda a atenção do mundo, terá de reaprender a viver com o que sobrar. Você, que ocupava todo o espaço, terá que se restringir à sua pequeneza diante daquela relação imensa, mágica, esplendorosa que vai acontecer ali do seu lado, entre a sua mulher e essa outra pessoa. É fato, amigo: você está frito.
Felizmente há compensações. Enormes, maravilhosas compensações. Tirando o fato de que você nunca mais será a pessoa mais importante na vida dela (considerando, claro, que você ocupasse esse posto até então), de resto, a paternidade só traz vantagens. A começar pelo fato de que essa outra pessoa não roubará apenas o coração da sua mulher -roubará o seu também. Mas a lista das delícias de ser pai fica para outro dia. Hoje, quero falar apenas de como você será beneficiado com o que vai acontecer com a sua mulher.

Quem diz que mulher embagulha ao engravidar não entende nada de mulher. A maternidade é o verniz definitivo da sensualidade feminina. Os quadris ficam levemente mais largos e convidativos. Os seios ganham um portento extra. Aquele corpo, suas reentrâncias, suas temperaturas, cada detalhe vai ganhar em graça, em respeitabilidade, em atração -um milagre está acontecendo ali.

Ela ficará mais feminina. A natureza conspirará a favor dela já na gestação. Sua pele ficará mais bonita, seus olhos ficarão mais luminosos. Seu corpo estará mais imune a tudo (inclusive às suas investidas, durante um bom tempo). Seu olhar será mais doce. 26 jul Clara Karolina
Olhar de mãe, mãos de mãe.

Ela ficará mais terna. Vai cuidar melhor do ninho. E, enquanto aquela outra pessoa não chegar, vai cuidar melhor de você também. (Não por mérito seu. Mas porque você está dentro do ninho que ela está montando. Não questione. Aproveite.)

Não apenas ela ficará mais carinhosa com você, como muitas vezes você também se pegará olhando para ela com uma ternura inédita. Com uma afeição quente, que chega a doer de tão intensa. Aquela mulher carrega o seu filho ou a sua filha -ou os dois ao mesmo tempo- na barriga. Aquele umbigo, não mais o seu, será o centro do mundo para você. Você o defenderá como um leão. E o amará acima de todas as coisas. Acima até mesmo do amor que você tem por si mesmo, pelo seu time, por sua coleção de CDs e pela primeira trilogia de "Star Wars".

Ela ficará mais emotiva. Vai chorar fácil. Vai enjoar de coisas que amava. (A começar por você.) Vai precisar mais da sua paciência, da sua compreensão. Vai expor sua fragilidade -e você terá de crescer, ficar maior do que si mesmo, para tomar conta dela. Terá de acarinhá-la, recebê-la, incentivá-la.Cuidar dela se tornará um doce martírio. E um bom treino. Vá se acostumando. Quando aquela outra pessoa chegar, padecer no paraíso dos pais amorosos e aplicados será a sua rotina pelo resto dos seus dias. E quer saber? Não há nada melhor.

(Histórias do Pablo Arthur

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Utilidade pública para mulheres...


Relutei em postar por achar que as pessoas ficariam constrangidas ao ler. Mas, nunca nem insinuei que este bvlog era da minha filha, ou falaria apenas de maternidade. Falaria de MULHER!
Depois de muito pensar, resolvi escrever sobre a vida sexual após o nascimento dos filhos. Será que isso existe???
HAHAHAHAHAHA
Às vezes me questiono, porque filhos e vida sexual não combinam. E não é nem porque eles acordam na hora H. É porque nós só temos olhos, ouvidos e todos os outros sentidos voltados a eles. Quem nunca (praticamente) jogou o maridão no chão ao ouvir um resmungo da cria?
Eu admito que minha vida sexual mudou 99% após o nascimento da Daniela, mas acho que isso aconteceu porque eu permiti. Passei a me limitar à função de mãe e esposa, e acabei deixando de lado a mulher. Porque era a mulher que tinha desejos e fantasias sexuais (e não adianta ficar vermelho (A)porque todo mundo tem isso, por mais que negue!)
Mas, leio muito sobre como mudar isso. Sei que não terei a vida que tinha antes de ser mãe. Mas posso tentar melhorar tudo que está OK agora! Não estou reclamando, muito ao contrário, meu marido é maravilhoso, compreensível, paciente... Mas não estou satisfeita comigo!
Posso dizer que mesmo sendo raras, nossas relações são mais intensas, mais sentimentos, mais cumplicidade... E isso me fez sentir que quando transamos sou mais mulher que antes!
Resolvi postar sobre isso porque descobri um site, iG Delas que aborda a mulher como mulher, não como mãe ou esposa! Um dos links que entrei e, particularmente, adorei foi o 1001 idéias de sexo publicada na revista Nova.
Mães e esposas, leiam e deixem seus maridos, namorados ou rolos bem felizes com a sua auto-descoberta!!!!
Beijokas

sábado, 1 de setembro de 2007

Ai, ai... E o stress continua!

Hoje vou postar mais um desabafo, do que qualquer outra coisa.
A história de quererem viver minha vida recomeçou. Não que tivesse tido uma trégua, mas havia diminuído.
Essa semana foram quatro visitas... QUATRO! Eu trabalho fora e quando volto tem gente enfiada aqui em casa. Ontem me enchi novamente e hoje estou de saco muito cheio!
A Dani está resfriadinha, então, ontem, queria cuidar dela, pois passo o dia fora de casa e a noite quero curtir minha gatinha. Mas não pude porque recebemos novamente (já tinha recebido de manhã) a visita!
Quando cheguei de manhã, vi que o Daniel estava dando almoço para ela na sala e que a pessoa (nem quero escrever o nome)estava com o aspirador embaixo da Daniela aspirando cada grão de arroz que caía. Surtei! Que história é essa de dar almoço na sala, pegando no colo, dançando, fazendo zona???? Não quero que ela se acostume assim!
Mas não posso decidir porque a dona da casa estava aqui e tenho que calar a boca pois ela tinha comprado o almoço. Minhas coisas todas fora do lugar porque ela fica mexendo em tudo, tirou meus tapetinhos para lavar (mas ela não vai lavar). Agora estou pensando se ela não quer dormir com o Daniel também, porque é só o que está faltando!
A noite foi o mesmo inferno, ela entrou, Daniela não quis mais mamar e tirou ela do meu colo!
PUTA QUE PARIU!
Bem, não quero criar minha filha recebendo ordens de gente de fora, ela tem mãe pra isso. Se o pai quer passar a responsabilidade para os outros, FODA-se ele, mas meu lugar ninguém toma. E não amo ninguém mais do que minha filha. Por isso, vou embora daqui até o fim do ano! Se não vou me matar pra não ter que presenciar minha filha neste inferno de gente se metendo na vida dela! Pessoas que pensam que podem comprar os outros com comida, dinheiro, roupas... Chega! E o daniel que fique aqui pra FAZER o que quiser com a TITIA dele. Podem até dormir na minha cama, não ligo mesmo, mas com minha filha ninguém mexe mais.
Fui dar beijo de boa noite na minha filha (porque não pude nem fazer ela dormir)e ela estava cheirando vagabunda de rua, puta de esquina... Pó de arroz, ela só tem 1a e 5m e cheira a pó de arroz e maquiagem!!!!!!!
Não aguento mais essa vida. Quando casei achei que ia ser feliz, não ia ter essa merda de vida que tenho. Ter que aturar os outros aqui, numa casa que deveria ser minha... Mas não é, mas a filha é minha e ninguém tira ela de mim! Nem que eu tenha que fazer uma loucura, minha vida ninguém toma. Não sou como Daniel e já me enchi!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Estimulação... O que fazer?



Hoje me deparei com uma questão tão simples e ao mesmo tempo tão delicada. Como estimular minha filha de 1 ano e 5 meses?
Ontem fui questionada na escola sobre o fato dela ainda não falar. Ela aponta tudo que quer e chora, assim consegue chamar a atenção. Mas não fala.
No fundo sei que não preciso me preocupar, mas me preocupo. Por tudo que já aconteceu com ela, me preocupo sim. Ela tem audição perfeita (o teste da orelhinha deu perfeito), não é muda, tagarela o dia todo. Mas tagarela do jeitinho dela "ptol pitol, buuuu asa asa ucas pitol". Mas não fala nada que possa ser entendido. Não chama mamãe ou papai, não fala água ou suco...
Conversando no Orkut, na comunidade Pediatria Radical percebi que tenho falhado com mãe educadora. Não tenho estimulado minha gatinha como deveria. O fato de atender a vontade dela quando ela chora e não insistir que ela fale o que quer é um agravante para o vocabulário pobre dela. O engraçado é que quando leio livrinhos com ela falo o nome dos bichos, dos personagens e dos objetos. Ela só aponta e olha para mim, esperando que eu fale para ela o nome ...
Isso é errado, teria que perguntar para ela quem é, o que é... O que mais me incomodou foi perceber que esta minha atitude é um certo comodismo. Não quero ter que aguentar ela chorando quando quer alguma coisa, por isso é muito mais fácil falar no lugar dela.
No Portal da Família explica que o estímulo é uma conexão sináptica. Ou seja, quanto mais estímulos, maior o número de conexões que a criança fará. Ou seja, quanto mais estímulo, melhor para a criança.
A revista Claudia trás a reportagem 20 atitudes para seu bebê crescer mais inteligente, que é muito boa para papais e mamães de primeira viagem de beb~es pequeninos ainda. Para a Daniela foi útil até o primeiro ano de vida, que ela aodrava estes estímulos. Alguns ainda são utilizados por nós. Acrescento ainda a sugestão da Shantala aqui do meu bloguinho mesm com imagens. Sempre fiz a shantala na Daniela, era um momento maravilhoso. Até hoje ela gosta muito de ser tocada, massageada. Mas a shantala na idade dela é mais complicada porque ela não fica mais de dez minutos parada!
E no mais, acredito que muitas brincadeiras, histórias gostosas e muita amamentação. Não têm estímulos melhores!
*PS. Daniela não mama mais no seio!

Beijokas

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Desenvolvimento Sustentável


" VOCÊS NÃO SABEM COMO REPARAR OS BURACOS NA CAMADA DE OZÔNIO.
VOCÊS NÃO SABEM COMO SALVAR OS PEIXES DAS ÁGUAS POLUÍDAS.
VOCÊS NÃO PODEM RESSUSCITAR OS ANIMAIS EXTINTOS E
VOCÊS NÃO PODEM RECUPERAR AS FLORESTAS QUE UM DIA EXISTIRAM ONDE HOJE É DESERTO.
SE VOCÊS NÃO PODEM RECUPERAR NADA DISSO, ENTÃO, POR FAVOR, PAREM DE DESTRUIR. "


APELO DE SEVEM SUZUKI (11 ANOS ) NA ECO 92 (15 ANOS ATRÁS E MAIS AUTAL QUE NUNCA).

Escrevendo um projeto de Educação Ambiental, me deparei diversas vezes com os termos "desenvolvimento sustentável", "sustentabilidade" e "utilização sustentável". É engraçado, mas na minha cabeça é impossível o desenvolvimento ser sutentável! A frase acima foi retirada do Blog Coletivos Educadores para Territórios Sustentáveis.
Tenho essa opinião por perceber que quanto mais desenvolvida a nação, menor a quantidade de recursos naturais disponíveis. Para um país se desenvolver é preciso explorar!
Todos nós temos direito a um meio ambiente ecológicamente equilibrado. E consequentemente temos o dever de zelar para que ele permaneça em perfeito e constante equilibrio. Infelizmente, ainda existe a concepção de que a não degradação do meio implica em perda financeira, de que não há interferência direta em nossa vida. Em grande parte, essa postura se deve ao fato de que aquilo que é de todos acaba não pertencendo a ninguém. E isso não é verdade!
Temos que preservar para que nossos netos usufruam de um ambiente no mínimo saudável! As consequências das nossas atitudes já poder ser sentidas quando falamos em Furacão Katrina, Furacão Dean, Tsunami, entre muitas outras catástrofes que têm ocorrido em nosso planeta e dizimado milhões de seres vivos.
Vou listar alguns filmes de ficção científica, que supões algumas das catástrofes que podem acontecer se não tomarmos providências urgentes. Estou fazendo minha parte, evito ao máximo o uso de sacolas plásticas e, agora, tenho comprado no supermercado Condor que oferece sacolas plásticas oxibiodegradáveis (já postei sobre isso no post 24 Horas não são suficientes).
- O Dia Depois de Amanhã;
- Uma Verdade Inconveniente;
- A Era do Gelo;
- A Era do Gelo 2.

Beijokas

domingo, 26 de agosto de 2007

Um dia delicioso... e culto no MON!

Ontem a minha gatinha dormiu das 17h às 7:30h de hoje. Pode? Efeitos do gardenal, que como teve que aumentar a dose, está deixando o soninho dela mais profundo. Tenho percebido que ela tem comido muito melhor do que antes de adoecer. Penso que seja para compensar o sono excessivo, que acaba deixando de lado algumas refeições. Me preocupo porque ela sempre teve uma rotina alimentar bem rígida... eu sou meio chata com isso. Agora estou mais tranquila porque ela está muito mais independente. Ela pega frutas na fruteira, a mamadeira está sempre cheia de suco e ao alcance dela, e às vezes ela até pega pão ou biscoitos sobre a mesa.
Como tem têm feito dias lindos e quentes aqui em Curitiba pudemos sair para passear à pé ontem e hoje. Hoje fomos ao Museu Oscar Niemeyer. Daniela foi andando até lá (uma independência sem tamanho, não quer dar a mão para nada) e acabou dormindo na metade do passeio.
Visitamos cinco exposições e vou descrever e recomendar cada uma delas.
Primeiramente, visitamos a mostra 100 Anos de Encantamento - Oscar Niemeyer. Maravilhosa. O chão estava decorado com quebra-cabeças gigantes com fotografias maravilhosas de de algumas construções arquitetadas por ele. Dois círculos suspensos proporcionavam uma vista de 360° de outras obras de Niemeyer. E maquetes perfeitas de várias construções, do Brasil e exterior. Para que mora aqui ou quem estiver de passagem, vale a pena dedicar um tempinho para visitar a exposição.
Outra exposição MARAVILHOSA é a da Primeira Missa no Brasil - O renascimento de uma pintura . A obra de 270cm X 357cm está exposta no MON, e é ciscundada de história e muito trabalho dos restaudadores.
Como gosto é gosto, eu, particularmente, não gostei da exposição Volpi - o mestre da sua época. As obras que mais gostei foram as com bandeirinhas e mastros de festas juninas(marca do pintor). as obras que retratavam as Madonas não me agradaram nem um pouco.
A exposição fotográfica Índia - Quantos olhos tem uma Alma, feita em preto e branco pelo fotógrafo Marcelo Buainain, retrata os três anos em que o autor esteve na Índia. São retratos do dia a dia da população, separados em episódios (trabalho, crianças...). Exposição muito linda que aborda a diferença entre as castas indianas.
E por último, e não menos interessantes, comento a Coleção Argentina de Arte Contemporânea, com pinturas, esculturas, fotografias... todo tipo de arte! Muito bonita também!
Deixo meus amigos com um gostinho de tudo que vi hoje!


Beijos

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Visita ao oftalmo... Quando deve acontecer?


Ontem a Daniela teve a primeira consulta ao oftalmologista. O neurologista que a examinou no hospital percebeu que ela tem um desvio do olho direito e sugeriu que fizessémos uma consulta preventiva.
Realmente ela tem esse desvio, e como foi detectado com antecedência, poderemos resolver com uso de tampão.
por isso gostaria de destacar hoje a importância de levarmos nossos bebês ao oftalmologista para prevenção de qualquer problema futuro.
O Dr. José Joaquim foi oftalmo do meu irmão, meu e agora da minha baixinha. Portanto tenho muita confiança nele. O probleminha que detectamos é estético, nada que afete a visão da Daniela. porém, acho que criança, mesmo inocentemente, é muito cruel. Eles tiram muito sarro mesmo. E digo isso com conhecimento de causa, pois meu irmão mais novo era extremamente estrábico e passou por duas cirurgias corretoras. Como foi muito tarde ele ainda tem 10% de desvio de visão. Nada perceptivo, mas é o suficiente para comentarem.
Então, mamães de plantão, se observarem qualquer alteração visula (fechar os olhinhos para ler ou assistir TV, ou até assistir TV muito de perto) levem o quanto antes a um especialista porque quanto antes o problema for detectado, mais fácil sua solução!

Ainda em tempo, gostaria de lembrar a todas as mamães que amanha tem vacinação contra a Poliomielite!!! Vamos lá... Tomar as gotinhas!

Beijokas!!!!