LuIvanike

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Êita tristeza...


No dia 02 de junho completarei meus 27 anos. Até lá estou curtindo meu inferno astral, que geralmente dura até o aniversário.
Ai, ai. Que mau humor. Chego a não conseguir nem me olhar no espelho de tão ranzinza e irritativa que estou!É uma daquelas fases que o mundo conspira contra tudo que você faz, tudo o que você pensa... Coitado do marido!
Mas, um dos motivos da minha tristeza é a ausência das pessoas que sempre visitaram meu cantinho. Às vezes tenho a impressão que só é interessante falar das doenças da Daniela, o que ela faz ou deixa de fazer, meus problemas conjugais... Só assuntos que remetem à vida pessoal.
E o pior, a maior impressão que tenho é que temas voltados ao mundo, religião, ciência não interessam. MAs gostaria e desabafar que, antes de ser mãe eu era uma pessoa que sempre leu muito, que sempre curtiu teatro, música, ler e assistir ao jornal, ver novelas, namorar. Não é porque a Daniela nasceu que meu mundo se resumiu à ela. É claro que muitas coisas remetem à ela, mas não tudo. Ainda tenho minha vida (mesmo que um pouco mais resumida) e, quando criei este blog, o fiz com a intensão de ter um espaço MEU onde pudesse organizar (ou desorganizar) o caos das minhas idéias, onde pudesse desabafar e fugir do rótulo "Just Mom" que é incutido a todas as mulheres após parir!
E, minha frustração (neste momento) é sentir que assuntos de meros mortais interessam apenas uma parte da população MÃE, a outra só se interessa por assunto Filhos e relacionados!
Não estou tirando o mérito das "Just Mom", mas valorizando as "Mães e afins".
Beijos

terça-feira, 13 de maio de 2008

Blogagem coletiva contra a erotização infantil.



À todas as pessoas que mobilizam seus blogs em prol das causas mais que justas!

Livro sagrado...


Bem, leitura é um prazer e um hobby. Não consigo ficar sem ler. E sempre diversifico muito minhas categorias. Na semana passada escrevi no post Origens do Pensamento Evolutivo a respeito da minha descrença no catolicismo. No dia das mães ganhei da minha dogra uma bíblia. Linda, capa de couro marrom. Me dei conta de que nunca havia lido o tal livro dagrado. E me dei conta deu que para descrer, eu precisava primeiramente, conhecer os argumentos. Como fui injusta em questionar algo que não li para conhecer. Não etou dizendo que agora acredito nas histórias bíblicas. Mas estou lendo a bíblia para conhecer aquilo que questiono.
Como livro esou achando interessante, mas como crença, hummmmmmmmmm... Não sei não!
E falando em crenças, e lembrando que minha cabeça não pára, estou tendo contato com os fundamentos budistas. HAHAHHAHHAHA... Um polaco de cada colônia na minha vida!
Como a filosofia budista é bonita. Já escrevi sobre isso também no post
Busdismo: vou pensar com carinho e cada vez que paro para ler sobre religiões e filosofias de vida fico mais direcionada para as filosofias.
Hoje, vejo religião como comércio, não como um direcionamento espiritual.
No Dia das Mães, acabamos entrando no assunto e meu pai questionou o porquê da maioria das obras em igrejas católicas nunca terminarem. E chegamos à conclusão de que um dos faores pode ser a garantia de que os fiéis continuassem contribuindo com o dízimo. Na minha cabeça, o dízimo é algo voluntário, você dá o que não fará falta. E você nãodá para Deus, você dá para obras sociais. Porém, é casa vez mas comum vermos padres saindo m carros importados e morando em casas imensas (padre ganha salário?). Talvez esteja sendo injusta, mas acho errado, e o voto de pobreza??????
E para fechar o post com chave de ouro, deixo uma poesi de Paulo Leminski:

Aviso aos Náufragos

Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.

Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida,
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.

Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página papiro,
vai ter que ser traduzida
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.

Não é assim que é a vida?

Beijos e bom dia!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Origens do pensamento evolutivo...


Talvez não tenha mencionado, mas estou NOVAMENTE estudando para o mestrado. É o quarto ano que tento me motivar, mas dessa vez, ou vai ou racha!
Estou lendo o livro Biologia Evolutiva, de Futuyma e vou reproduzir um trecho que achei interessante. Não sou atéia, sou cética, mas são estes e outros questionamentos que me fazem descrer o catolicismo...

(...) A teologia cristã adotou uma interpretação quase literal da Bíblia, incluindo a criação especial (a criação direta de todas as coisas efetivamente em sua forma atual), mas também incorporouo essencialismo platônico no conceito da plenitude 9Lovejoy, 1936). As essências eternas, imutáveis, de todas as coisas existem na mente de Deus, mas seria uma imperfeição divina negar a existência material a algo que Ele concebeu. Uma vez que Deus é perfeito, Ele deve ter materializado tudo que existia como sua idéia. Todas as coisas devem ter sido criadas no começo, e nada que Deus considerou apropriado crias poderia se extinguir, porque negar a exist~encai de qualquer coisa em qualquer tempo introduziria a imperfeição em Sua criação. Uma vez que a ordem é claramente superior à desordem, as criações de Deus devem se adequar a um padrão: a Scala Naturae, ou Grande Escala dos Seres. Esta "escada da Vida" percebida na gradação entre a ,atéria inanimada passando pelas plantas, animais "inferiores" e humanos, até os anjos e outros seres espirituais, deve ser perfeita e não apresentar lacunas; ela deve ser permanente e imutável,e todo ser deve ter seu lugar fixado de acordo com o plano de Deus.Uma vez que esta ordem natural foi criada por um Deus perfeito, aquilo que é natural é bom e este deve ser o melhor dos mundos possíveis. Esta hierarquia natural se estendeu às classes sociais altas e baixas nas sociedades humanas. Aspirar à mudança da ordem social deve ser imoral, e a evolução biológica é impensável. (...)"

Beijokas Darwinianas!!!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Por que...

Tenho tantos assuntos paera escrever. Mas hoje acordei... Por que...
Cheia de PORQUES! e parei para pensar que tudo tem um porque.
Então mudei todos ostítulos da minha barra lateral, e tudo tem um por que!
Mas a verdadeira resposta para todos os porques é AMOR! Ué, simplesmente porque eu amo... Meu marido, minha filha, meus pais e amigos, meu canteiro de ervas, porque eu amo meu peixe, e também amo minha televisão...
HAHAHHAHAH... e aos poucos essa brincadeira fica divertida, porque amo até minha escova de dentes.
Nossa, que viagem...
Beijokas e bom dia!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

TUDO BEM SER DIFERENTE...


Hoje não postarei nenhuma receita. Acho que esse é um tema muito interessante e pelo qual temos passado. DIFERENÇA!
Na segunda tivémos consulta com o oftalmologista da DAniela e ela voltou a usar tampão no olho. Quando fui à farmácia comprar achei uma caixinha com tampóes coloridos. CAda dia ela pode usar uma cor diferente.
Bem, ontem ela começou na nova escolinha e o resultado foi:
- "Tio (para o Daniel, ela machucou o olho? Por que ela usa iso?"
Foi a pergunta de uma garotinha inocente, mas que nos deixou apreensivos.
Quando a DAniela era bebê, durante minhas jornadas às livrarias, comprei para ela um livro chamado "Tudo bem ser diferente" de Todd Parr. É um livro que aborda de forma colorida, muito ilustrada e didática vários tipos de diferenças, desde não ter cabelos até ter muito cabelo. Desde ter mães e pais diferentes a andar em cadeira de rodas (que ele aborda como "Tudo bem ter rodinhas").
E, pela primeira vez, senti que minha filha estava sendo olhada como uma criança diferente, mas em um sentido ruim. Todos na rua desviavam o olhar dela, como se o tampão fosse algo grotesco de ser olhado. Ela te apenas um desvio no olho, e o tampão é para prevenir um futuro estrabismo. Ela está usando para prevenir um problema mais grave que possa vir a ocorrer.
Não entendo o porquê de olharem para ela com pena e ainda saírem falando "Coitadinha!".
Coitadinhos são aquelas crianças que não têm condições de serem tratadas, que crescem com olhos estrábicos por não poderem comprar tampões ( que não são muito baratos) ou por não terem tido condições de consultar bons médicos.
Como podem perceber, me incomoda que tenham pena da minha filha. Pena é um sentimento muito triste e preocupante . Ela não fica incomodada com o tampão, é como se não tivesse nada no olho. Ela diz que é uma TAtoo colada. Tenho medo que ela se sinta diferente por usar tampão.
É por pouco tempo.
O que me deixou feliz foi ver que os coleguinhas de turma dela não deram muita importância para isso, buscaram brinquedos para ela, conversaram... Era como se eles sempre vissem crianças com tampão!
Talvez seja uma reação de mãe coruja, mas talvez devessêmos repensar nossos conceitos sobre pena e discriminação.
Beijokas e um ótimo feriado!

terça-feira, 29 de abril de 2008


E hoje é o dia da BANANA (só no meu blog)...
Para quem quizer saber mais sobre este fruto maravilhoso, clique aqui e se delicice!

E de lambuja deixo uma super receita de torta de banana de dar água na boca!

Ingredientes

Massa
- 100 g de açúcar
- 200 g de manteiga
- 2 gemas
- 100 g de farinha de trigo
- 100 g de chocolate em pó

Creme
- ¾ de xícara de açúcar
- ½ xícara de amido de milho
- 1 pitada de sal
- 4 xícaras de leite
- 4 gemas
- raspas de 1 laranja
- 3 bananas
- suco de 1 laranja

Merengue
- 4 claras
- 1 ½ xícara de açúcar
- ½ colher (chá) de canela

Modo de Preparo

Base/b]
Bater na batedeira a manteiga e o açúcar até virar um creme. Adicionar as gemas e bater mais um pouco. Acrescentar a farinha de trigo, o chocolate em pó e bater somente para juntar a massa. Embrulhar com papel filme e levar por 30 minutos à geladeira. Depois abrir, forrar uma fôrma com a massa e levar ao forno a 180 graus por 20 minutos. Reservar.

Creme
Em uma panela o leite, metade do açúcar e acrescentar as raspas de uma laranja e deixar ferver. Em um recipiente colocar a outra metade do açúcar, as gemas, o sal, o amido e mexer. Acrescentar a essa mistura o leite da panela já fervido e voltar a panela, levando ao fogo novamente, mexendo até engrossar.
Em um recipiente colocar as bananas cortadas em rodelas, com o suco da laranja para que não fiquem escuras.

Merengue
Bater na batedeira as claras, o açúcar e levar ao fogo em banho-maria. Quando estiver bem líquido bater novamente na batedeira até esfriar e acrescentar a canela.
Colocar metade do creme ainda quente sobre a torta, as bananas escorridas, o restante do creme e o merengue. Levar ao forno a 200 graus para gratinar.

Beijos e bom apetite!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

E hoje é dia de receita

Aloha!
Já faz algum tempo que quero postar sobre alimentação, temperos, ervas... Na verdade, tenho pensado sobre como preparo os alimentos na minha casa e como isso tem contribuido para a saúde da família.
É mais que comprovado o quanto a limentação interfere no sistema imunológico das pessoas. A presença de vitaminas, carboidratos, proteínas, sais nos alimentos garantem a manutenção do equilíbrio do nosso corpo.
Tenho presenciado no Orkut, mais especificamente na counidade Pediatria RAdical discussões osbre alimentação infantil.
O que se pode dar, o que se deve dar, como se deve preparar? Quando o assunto é filhos, alimentação passa a ser tea de discução muito sério.
Na minha casa sempre cozinhei e sempre utilizei todos os temperos que gosto (pimenta, sal, cebolinha, salsinha) e posso me gabar que minha comida é boa.
Faz uns quinze dias que comecei a cultivar uma hortinha no meu "apertamento". Fiz canteiros em vasos e tenho plantado de tudo. E está crescendo tão lindo, que fico orgulhosa todos os dias que olho para meus canteirinhos. E, confesso, estou muito anciosa em colher meus temperos!
Mas além de temperos, frutas, verduras e legumes, lá em casa comemos de tudo (doces e salgados, dos mais saudáveis aos mais calóricos) e acho que essa é nossa receita de saúde. por isso, hoje postarei algumas receitas que preparo em casa. ( sou mãezona e adoro cozinhar para meus amores).

BOLO DE CANECA (receita do Blog 5MIL - Estrela) - Fica muito bom, mas achei uma forma com furo bem pequenina (com uns 10cm de diâmetro) e fiz no forno - APROVADA!
Ingredientes:

1 ovo pequeno
4 colheres (sopa) de leite
3 colheres (sopa) de óleo
2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
4 colheres (sopa) rasas de açúcar
4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
1 colher (café) de fermento em pó

Modo de Preparo:
Coloque o ovo na caneca e bata bem com garfo.
Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até incorporar.
Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.

Deixo vocês na acniedade da próxima!
Beijos

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Violência Infantil

Antes de escrever sobre isso, amadureci minha opinião e meu ponto de vista sobre o assunto. Diante dos acontecimentos dos últimos meses, acho que não podemos ficar calados.
Hoje, lendo o Desabafo de Mãe, li no site Desabafo de Mãe um texto do Manoel Gonçalves a respeito da violência na mídia (e do excesso de violência contra a criança e o adolescente.
Na verdade, está violência sempre existiu, mas nunca foi tão desmascarada quanto tem sido feito agora. É uma pena que seja feita tarde demais (só após a morte da Isabella, a tortura da menina pela tutora, o bebê jogado na lagoa...).
O que aconteceu com o amor? O que aconteceu com a sensibilidade? O que aconteceu com o carinho? O que aconteceu com a família?
Não consigo entender como uma pessoa adulta, instruída consegue torturar e matar uma criança. Um ser indefeso frente a força de um adulto dominado pela ira?
Pessoas que se dizem tão religiosas e tementes a Deus cometem atos bárbaros e se julgam com razão, tentando justificar seus atos. E o pior que cnseguem quem os acoberte e defenda.
Vizinhos omissos, familiares condizentes com as atitudes erradas (ao meu ver), amigos de certa forma cúmplices. Essas seriam as pessoas que podem evitar tragédias e não o fazem. Compaixão pelas crianças. Acabou?
Quase morro de remorso toda vez que dou um tapa na mão da Daniela, ou por brigar mais sério com ela. Será que sou uma espécie em extinção? Será que amar saiu de moda? Será que amar um filho, beijá-lo, abraçá-lo, cheirá-lo e dizer que o ama todos os dias em todas as oportunidades é feio, ridículo, cafona?
Cada vez mais vemos a classe média agir indiferente com seus filhos, maltratá-los, abandoná-los em escolas de luxo ou números cursos que os deixem ocupados o dia todo sem exigir a compania constante dos pais. Enquanto alguns fariam tudo para passar mais tempo com seus filhos, outros pagam para se livrar deles.
A palavra chave é AMOR. E dentro dela encontramos inúmeras outras (carinho, compreensão, compaixão, moral, valores e prencipalmente respeito) que são capazes de formar um bom caráter.
Deixarei inúmeros sites, blogs e textos sobre o assunto para que possamos refletir sobre o tratamento dado aos que chamamos de "Futuro".

- Chega de Pancadaria escrito por Manoel Gonçalves;
- É preciso amar escrito, também, por Manoel Gonçalves;
- Blog Mundo Crescer escrito por Paula Perim;
- Law & Order ou CSI escrito pela Sam Shiraishi no blog A vida como a vida quer;

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Segundo filho?

Olha eu aqui novamente com esse assunto.
Tenho lido muito e pensado muito no assunto. Quando ter o segundo filho? Ter o segundo filho? E o primeiro? É importante ter irmão?
Tenho recolhido argumentos sobre o assunto para convencer o papai a ter o segundo. Mas está praticamante impossível.
O aumento das necessidades financeiras são óbvios, bem como o aumento do trabalho doméstico e da atenção dispendida com os pimpolhos. Mas acho que o retorno é muito válido, tendo em vista a importância que dou à relação entre irmãos.
Mas às vezes sou convencida do contrário. Diante das adversidades, me pergunto se quero mesmo outro filho.
Meu coração, minha cabeça e meu corpo querem muito outro filho. Mas tenho valorizado muito meu casamento ( espero que seja recírpoco) para ter um filho sem o aval do maridão!
Fica aqui a esperança de conselhos dos meus queridos amigos blogueiros!
Beijokas

domingo, 13 de abril de 2008

Redução da maioridade penal. SIM ou NÃO?

E cá estou, de volta com assuntos polêmicos do Altas Horas. O programa teve a presença do presidente da OAB de São Paulo e o Pai de garoto Rodrigo, morto durante o roubo de seu carro por adolescentes de classe média que queria o carro para curtir o aniversário de um deles com "a mulherada".
A discussão era que o pai do garoto assassinado era a favor da redução da maioridade penal e o advogado era contra. Ambos argumentaram e o resultado foi o que eu mais gosto em discussões assim: DÚVIDA!
Os argumentos de ambos foram muito esclarecedores e por um momento o pai deixou-se tomar pela emoção da perda do filho. E, eu na cama com meu marido, também fui tomada de uma revolta imensurável.
Um garoto de 16 anos que pode eleger o futuro governante do País que vivemos não pode responder juducualmente a um latrocínio?
Outro exemplo, um menino de 13 anos que rouba frutas na feira para levar para a família comer fica três anos detido na Febem, e um garoto de 13 anos que sequestra, estupra e mata uma adolescente também fica três anos detido.
Vamos mais a fundo. Se minha filha é vítima de algum ato bárbaro, permitirei (como cidadã) que os indivíduos cumpram apenas três anos de detenção e saiam repetindo o ato bárbaro?
Meu pai é delegado aposentado e sempre nos falava que se algum dia alguém fizesse algum mal aos filhos dele, ele não esperaria que a justiça agisse. Ele passaria o resto da vida respondendo pelo que fez, mas o marginal nunca mais faria o que fez. E, no sangue, carrego o mesmo sentimento dele. Acho que nunca conseguiria ver impune alguém que fez mal a quem mais amo.
Uma das possibilidades é o cumprimento da pena após a maioridade. Por exemplo, um adolescente de 16 anos comete um homicídio, após completar 18 anos ele deve cumprir seus 20 anos de prisão como determina o código penal (visto que apenas maiores de 18 anos são passíveis de cumprimento de penas).
E a outra é a redução da maioridade penal sim.
Não sei o que pensar. Como mãe e como cidadã estou me sentindo perdida neste assunto.
O que acham sobre isso?
Beijos e uma boa semana!

domingo, 30 de março de 2008

E o jovem continua alienado...

Desde os meus tempos de professora (até dezembro do ano passado) penso a respeito da alienação dos nossos jovens estudantes a cerca dos acontecimentos mundiais. Não lembro de ter sido tão desinformada na minha adolescência, lia jornal, revitas de notícias semanais (e Caprixo também) e assistia jornal a noite com toda a família além da Sessão da Tarde e Vale a PEna Ver de Novo. Por uma tarde fui à rua como "CARA PINTADA" (o Colégio proibiu no dia seguinte a manifestação dos alunos - Colégio Militar) e sabia o que estava fazendo e contra o quê estava me manifestando.
Em uma das minhas aulas com alunos do 2°Ano do Ensino Médio, entreguei aos alunos uma cópia de uma coluna que retirei da Veja sobre o afastamento do então Ministro Severino Cavalcanti. Pedi que metade da turma se manifestasse a favor do artigo e a outra metade contra. Foi um fiasco! Enquanto 3/4 de todos os meios de comunicação do país debatiam sobre o fato, 32 alunos não sabiam o que dizer ou pensar a respeito. Por Quê? Simplesmente porque eles não sabiam quem era Severino Cavalcanti. Então pedi uma pesquisa sobre quem ele era e o que estava acontecendo na política do nosso país. E tive que dar nota ou eles não fariam a pesquisa.
Ontem, assistindo Altas Horas (programa que eu adoro pois em todos tem alguma VIDA INTELIGENTE NA MADRUGADA), o Ator Guilherme Weber (que representou o Bene em Queridos Amigos) foi questionado sobre a alienação dos jovens que não lutam por seus ideais. E o ator manisfestou uma apinião, que me deixou muito decepcionada, pois até então eu estava encantada com a cultura, sabedoria e conhecimentos que meu conterâneo havia mostrado possuir. Para ele os jovens não são alienados porque hoje eles têm muitos meios de comunicação (TV, internet, rádio...) e a possibilidade de adquirir informação em tempo real. Serei cínica e sarcástica dando uma bela gargalhada: HAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Se perguntarmos a um adolescente de classe média o que ele acha da epidemia de dengue que assola o Rio de Janeiro, ele perguntará: "Sério que tem epidemia no Rio? Onde posso me vacinar?". Não é brincadeira não! Lutar por ideais? Que ideais? Ganhar um i-Pod mais moderno do que aquele que ganhou no Natal? Ou o último Tênis que a Nike lançou na semana passada e que eu seria o primeiro a aparecer com um desses na escola?
O consumismo está fazendo com que os jovens não encherguem um palmo à frente do prórpio nariz. A internet é um meio fantástico de obtenção de informação, mas os pais não têm tempo de apresentar aos filhos as maravilhas que ela pode apresentar. Para eles internet é Orkut (comunidades como "Odeio gente feia", "Tenho medo do Plantão do JN" e coisas mais inúteis que nem vale a pena citar), MSN com os colegas (conversas onde não se colhe nada de construtivo), I-Tune, You Tube e o clipe da modinha.
Posso parecer meio antiquada escrevendo assim, mas não quero que minha filha se torne uma jovem fútil e egoísta a ponto de na hora do Jornal com a família se trancar no quarto e ficar na internet.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

OIE!!!!!!!!!!!!!!

Hoje estou escrevendo da minha casinha.
MAs só posso fazer isso à noite, pois minha net agora é discada. Enfim. Enuquanto estava em casa, sempre escrevia algumas coisisnhas, ainda mais depois que descobri que através do WORD eu poderia postar. Então hoje atualizei meu blog com alguns textos que ja havia escrito aqui em casa. São um tanto antigos, mas vale a pena dar uma lidinha, não perdi a mão para a escrita!
BEijokas e até amanhã!!!!!!!!!!!!!

Onde vai parar a educação neste país?

Ai, que saudades deste cantinho... Escrevo em casa e assim que consigo acessar a net posto. Desculpem, mas na postagem anterior as fotos da Daniela não apareceram. Ainda não descobri o que aconteceu...

Hoje meu post será longo, fui tomada por uma inspiração súbita e, como já devem ter percebido, escrevo melhor quando sou tomada pela indignação...

Quinta e sexta-feira (dias 18 e 19/10) tive curso de atualização pedagógica. Às vezes o Senhor Roberto Requião faz alguma coisa legal!

Bem, começarei do começo para ficar bem contadinho...

No início do ano letivo, os alunos receberam um livro "didático" que deveria ter umas 150 páginas (no máximo). O livro é muito fraco em conteúdos e imagens, além de não conter nem 1/3 do conteúdo estudado em biologia no Ensino Médio. Bem, por esta razão, nenhum professor fez uso o livro fornecido e utilizamos livros didáticos mais tradicionais.

Este curso teve por objetivo esclarecer o porquê do livro do Estado ser tão FRACO. E por esta razão estou aqui, acometida por uma fúria que insiste em permanecer em meu coração.

Pelo que explicaram, o livro é um apoio (até aí tudo bem, pois para preparar minhas aulas utilizo três títulos como apoio – e entre eles o do Estado não está) e contém apenas assuntos relacionados à realidade dos alunos... PQP! A minha escola tem uma "clientela" de classe média (alguns poucos são de classe baixa) porém, o conhecimento fora de sala de aula é MP3, maconha, cigarro, tubão, festa no galpão... Como trabalhar a realidade do aluno.

Outra justificativa para a má qualidade do livro é que temos que preparar nossos alunos para a VIDA e que neste contexto o professor deve determinar o que é ou não pertinente para ser trabalhado em sala de aula (sempre tendo em vista a realidade do aluno). Ou seja, vamos soltar no mundo quantos mil ignorantes por ano. Na minha visão, o aluno deve SIM ser preparado para a vida, mas com foco no futuro do aluno. Como um aluno de escola estadual poderá concorrer a um vestibular, se no livro do Estado não encontramos o básico de genética (cruzamentos – Aa x Aa, por exemplo) e no vestibular da UFPR encontramos no mínimo 2 questões deste assunto?

O que me chateia é a máscara que fazem na educação... E minha revolta foi tamanha que cheguei a falar para as oficineiras que nunca colocarei minha filha em escola do Estado! Mas isso é repudiante, visto que sou uma educadora desta instituição...

Me considero uma ótima professora. Sou amiga dos alunos (amiga sim, conversamos em sala, nos corredores, no MSN, Orkut...) e eles me respeitam por considerá-los PESSOAS, não números (tenho 160 alunos, dos quais sei os nomes, pois só os trato pelos nomes). No mínimo uma vez ao mês levo artigos de revistas que abordam temas polêmicos para discutirmos em sala de aula (acho muito importante desenvolver o senso crítico neles, pois eles não têm este estímulo em casa), minhas aulas são dinâmicas e exijo muito deles. E, modéstia parte, eles me adoram (é só ver os depoimentos e recadinhos no Orkut)! Eles me respeitam e me admiram por perceberem o quanto me preocupo com o aprendizado deles, com a vida deles (ligo para alunos com problemas – um perdeu a avó e eu liguei para prestar solidariedade e exigi em sala que os colegas fizessem o mesmo, outro está com queimaduras no corpo todo e também fiz minha parte ligando para saber como ele estava) sem deixar de lado o conteúdo teórico.

E essas pessoas que nunca entraram em uma sala de aula vêm querer nos ensinar como lidar com os alunos. Aplicar uma pedagogia falha.

Não sei mais o que pensar, e ontem cheguei a odiar Paulo Freire sem nem conhecer...

HAHAHHAHHAHAHAHAHHA

Por isso, selecionarei alguns artigos relacionados à educação e postarei para quem interessar!

Beijos

ÊEEEEEEEEEEEEE Saudades!

Nossa, quanto tempo... Muitas coisas novas para contar, muitas angústias a compartilhar, muitas alegrias a dividir!

Voltei. Mesmo sem net vou tentar postar diariamente, pelo WORD e o Daniel atualiza para mim.

Daniela está ótima. Nunca esteve tão bem, tão sapeca! A esperteza dela chega a me surpreender a cada dia. Ela finge choro, me beija o tempo todo por vontade própria, me abraça, pede colo e anda grudada em mim o dia todo. Chego a ter medo só de pensar que volto a trabalhar e ela vai sofrer a separação. No ano passado comprei o DVD Xuxa Só Para Baixinhos 4 e ela amou. Tem uma musiquinha em que a Xuxa gesticula TE AMO na linguagem dos sinais e depois beija o menininho. A Daniela começou a fazer o gesto toda vez que digo que amo ela. É muito fofo.

Neste Natal meu pagamento saiu atrasado (Coisas do Gardenal, ou melhor, do Requião), mas acabei investindo em coisas que achei que ela iria curtir e que eu poderia curtir com ela. Ela adorou um quadro-negro que comprei (filha de professora sem quadro-negro, não dá!), o único problema é que ela come o giz depois de desenhar. Mas, como mãe precavida que sou, comprei giz atóxico, antialérgico e com outros mil detalhezinhos. Comprei um Kit Musical com pandeiro, pratos, tambor, maricas e corneta que ela adorou também (filha de músico sem instrumentos não dá). Comprei um livro mas ela não curtiu muito não, tudo bem, tem outros que ela adora.

E aproveitando que estou contando sobre os brinquedos que o Bom Velhinho trouxe para minha princesa, a revista Cláudia Bebê de dezembro/2007 traz uma reportagem sobre brincar com os filhos, com o título "O poder transformador das brincadeiras". Ann Marie Guillermette, especialista em recreação e lazer, conta que a melhor interação que pode ocorrer entre pais e filhos é a brincadeira. Não brincadeiras impostas com regras, mas as brincadeiras espontâneas, como correr e fazer cócegas, esconder pela casa, fantoches... Brincadeiras que pensamos que todos os pais fazem com seus filhos. Sim, pensamos, porque a realidade é um tanto diferente. No dia 28 de fevereiro de 2007 aconteceu em São Paulo o III Fórum do Desenvolvimento da Criança onde foi realizada uma pesquisa com 1014 pais e filhos (este estudo está no site www.omo.com.br) e mostrou que apenas 53% brincam com seus filhos diariamente... Nossa, fiquei assustada com este dado, pois não passamos um período (manhã, tarde e noite) sem fazer alguma brincadeira com a Daniela. E o mais frio dos resultados: 84% dos pais acham que para estarem preparadas para a vida, as crianças devem estudar mais do que brincar. Talvez eu tenha lido muito e me preparado demais durante a gestação, não sei o que acontece comigo, mas na minha cabeça de mãe e professora é tão clara a eficiência de atividades lúdicas no aprendizado. E não só no aprendizado escolar, mas no aprendizado vital. Como se relacionar com as pessoas pode ser aprendido em um livro? Como resolver questões práticas do dia-a-dia pode ser ensinado teoricamente, sem aplicações. Não sou uma mãe perfeita, mas me considero uma mãe ponderada e realista, e nunca recuso brincadeiras com minha pequena.

O que me deixou mais feliz foi o seguinte trecho da reportagem: "Os fabricantes de brinquedos odeiam quando eu falo isso (risos), mas não faz diferença se você tem ou não dinheiro para comprar brinquedos sofisticados para seu filho. Também não importa qual seja a brincadeira. O importante é a disposição de se despir do poder de adultos e entrar na brincadeira de verdade. Um amigo, Brian Sutton-Smith, psicólogo e grande especialista em desenvolvimento infantil, afirma que brincar está conectado com o coração. Eu concordo. Brincar com a criança é dizer a ela "eu te amo". Essa é a mensagem escondida no tempo que os pais dedicam às brincadeiras com os filhos." (Ann Marie Guillermette).

Então, vamos brincar!!!!!!!!!!!!!

Bem, falando um pouco de mim. Estou em uma fase tão difícil... Muito complicada, mas quem está complicando sou eu, acho. Devo estar em uma fase astral muito ruim (Estrela, me ajude!) porque meu corpo está pedindo socorro. Minha menstruação está atrasada há 20 dias (não, infelizmente não é gravidez), na sexta passada tive uma crise de cólica renal e achei que iria morrer de tanta dor, meus dentes doem como se eu estivesse com uma nevralgia. Não estou triste, nem deprimida... Aliás, estou muito feliz por tudo estar dando certo e entrando nos eixos aos poucos. Às vezes sinto um pouco falta de mim, ou necessidade de me doas mais para minha família. De repente sinto como se estivesse em falta com o Dani ou a Dani, mesmo sabendo que não estou. Tenho desejado muito outro bebê, mas o Dani acha que ainda não é a hora e quando vi o resultado do BHCG fiquei muito chateada, na minha cabeça já tinha até planejado o quarto das crianças. Meu corpo e minha cabeça estão pedindo outro filho, sinto que se não for este ano terá passado o momento. Acho que assim que eu voltar a trabalhar tudo vai se ajeitar (assim espero).

Um post longo deste deve ter deixados os leitores cansados. Então fico por aqui.

Desejo a todos meus amigos queridos um 2008 de muita alegria, paz e felicidade... Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!!!!

Beijos

Livros...

Bem, a <a href="http://samanthashiraishi.blogspot.com">Sam</a> me passou um Meme muito legal: eu teria que abrir na página 161 do livro que estivesse na minha frente e reescrever aqui no blog o 5° parágrafo. Lá vai:

"FritzRoy levantou âncora às quatro horas da manhã seguinte e por dezessete dias os navios irmãos navegaram pela costa da Patagônia em direção ao Sul. Em 23 de dezembro pararam em Porto Desejo para os feriados, 960 quilômetros ao norte do cabo Horn. Darwin, "com muita sorte", abateu um guanaco, semelhante a uma lhama, que, inteiramente cozido, pesava oitenta quilos, e um jantar de Natal opulento foi oferecido a todos. Martens foi um pouco mais longe e abateu uma pequena ema e, somente depois que a ave tinha sido cozida e consumida, é que Darwin, repentina e embaraçosamente, recordou-se da história gaúcha da rara "petiz". Seu primeiro encontro com a nova ave e ele a comera inadvertidamente! Felizmente "cabeça, pescoço e pernas e uma asa" e as penas maiores puderam ser recuperadas e em seguida preservadas e embaladas no porão."

Talvez não tenha muito nexo, mas é uma das passagens da história de Darwin, do livro "DARWIN, a vida de um evolucionário atormentado" de Adrian Desmond & James Moore. É um livro muito interessante, mas tão longo que não consigo terminá-lo. E não quero, pois ele tem me ajudado a ver Darwin como pessoa, não como mito (é muito difícil humanizar alguém com uma hhistória tão célebre).

Tenho uma super sugestão de livro infantil (2 em 1). Minha cunhada Isabella está se formando em educação musical e a maior parte das músicas que canto para a Daniela foram aprendidas com ela. Ela ganhou no Dia das Crianças um livro chamado "Músicas Daqui Ritmos do Mundo" de Zezinho Mutarelli e Gilles Eduar. Este livro conta um pouco da história de Felícia e seus amigos que percorrem o mundo à procura de diferentes ritmos e músicas para o Reino Sem-Tom. É maravilhoso!!! Colorido, tão atraente para crianças que a Dani já se grudou no da Tia (agora tenho que comprar um pra ela). À medida que a história é contada as músicas de roda são cantadas (acompanha um CD musical). E os arranjos musicais são tudo de lindo (tangos, valsas, forrós...). As músicas vão de Atirei um Pau no Gato até Marcha Soldado. Muito lindo, vale a pena conferir!!!!!!

Por hoje é só, mas amanhã farei o meme que a minha amiga Ana Laura me convidou a participar...

Beijos e deixo vocês com fotos atualizadas da minha princesinha.




sábado, 16 de fevereiro de 2008

Eita saudades...

Ficar sem blog é uma tristeza. Eita falta que faz esse meu cantinho. São tantas coisas para contar que nem sei por onde começar.
A Daniela está ótima, já comemoro 6 meses sem doença nenhuma (nem resfriado), seu vocabulário continua vasto (Mani, Este, Ca - cavalo, Pi - piu-piu, gu - Pinguim...) HAHAHHAHAHAHHA. Mas com paciência estou conseguindo tirar mais algumas sílabas. O que ela tem adorado fazer é desenhar e escrever no quadro-negro que comprei para ela. Risca o dia todo, é parede, porta... deu mole tá riscado! E a cada dia ela está mais mocinha e arteira. Não pára um segundo, só quando dorme (ou melhor, desmaia). E a melhor novidade sobre ela, ela não usa mais chupeta já faz 1 mês. Essa foi a maior vitória que tive este ano (que mal começou), de repente sumi com todas as chupetas dela e ela ficou super bem, como se nunca tivesse chupado chupeta na vida.
Eu estou bem, louca para voltar a trabalhar. Ficar em casa é bom, mas sempre tem aquele momento em que não consigo mais ter qualidade no tempo que passo com a Dani, a gente enjoa de tanto brincar. Mas este tempo com ela está me fazendo muito bem, tenho valorizado as pequenas coisas que minha filhota faz, tudo nós duas comemoramos, comemos pipoca quase todos os dias e dançamos Xuxa e Backyardigans o tempo todo. Isso quando não estamos brincando de esconder.
Como mãe estou muito feliz e louca para encomendar uma segunda alegria. TEnho planejado isso para junho, assim nasce em março como a Daniela, mas não vou ficar neurótica com datas, se tiver que esperar mais, ok. Tudo tem sua hora.
Estou com vontade de começar a fdazer aulas de francês para emigrar para o Canadá, o governo está recrutando brasileiros com filhos e planos de ter mais filhos para trabalhar e estudar lá, seria uma ótima trabalhar como bióloga de verdade!
Tenho sentido muita falta de estudar, ter compromissos escolares, fazer uma pós.
Minha meta este ano é acertar minha dívida na Pós que comecei e fazer jornalismo. De reente tive muita vontade de fazer este curso. Ou talvez outro curso interessante (mas nada me atrai mais do que jornalismo).
E outra meta que tenho para este ano é juntar dinheiro e comprar um carro (queria uma casa mas... esse é mais longo um pouco) que faz muita falta para mim.
Mas estou feliz porque este ano comecei como uma leitora fervorosa de livros topo de lista! Já li "A Menina que Roubava Livros", "Marley e Eu", "Criando Meninas" e "O Caçador de Pipas"... Amei todos (exceto Criando Meninas), e em todos tive pelo menos duas crises de choro. Agora quero ler "A Cidade do Sol", que também deve ser fantástico.
Mas a vida não é feita de coisas boas somente. E acho que estou em dívida como esposa. Talvez esteja me cobrando um pouco, mas muitas coisas têm acontecido e me feito pensar a respeito do casamento. Não me imagino solteira. Sinceramente, não imaginava que seria esposa tão esposa, meio tradicional, querendo as coisas direitinho... Mas acho que a maternidade e a responsabilidade de criar e educar um pessoa me fez repensar minha forma de ver o mundo. Certas coisas não podem ser feitas, não quando se tem um filho. Antes de qualquer coisa tenho que rever meus conceitos, valores e princípios que quero passar para minha filhota. Quero um dia poder olhar para trás e ter a certeza de que fiz tudo que podia para que ela fosse feliz (mesmo que para isso precisasse ser uma "mãe-má"). E para isso sei que tenho muita coisa para mudar, não posso mais ser aquela menina que era antes de casar. PEla minha filha...
Bem, chega dessa conversa, um dia eu explico!
Mas queria deixar um beijão e logo logo volto com minhas postagens diárias.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Carnaval... Sem praia...

Ai gente, nunca passei o carnaval em Curitiba. Sempre ia para a praia com toda a família. Este ano vou ficar, e isso me deixou meio triste. Poxa, nada de mar nem de piscina. PAciência.

A Daniela está muito linda, fofa demais. Semana que vem ela fará os exames de controle do coração e fará um exame auditivo. Como ela ainda não fala quase nada a neuro achou melhor ter certeza de que está tudo bem. E como mãe que sou já fiquei meio neura com isso!!!!
No mais estamos ótimos. Vou deixar mais fotinhos dela!!!!
Beijokas


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Não se fazem mais mães como antigamente...



(Por Meire Gomes, pediatra)

As crianças da atual geração estão sofrendo o que tenho chamado de síndrome do confinamento. São crianças criadas com pouco espaço, em apartamentos pequenos ou quase trancadas dentro de casa para fugirem dos perigos das ruas. As escolas estão relativamente menores, com salas climatizadas para muitos alunos e áreas externas cimentadas. Elas permanecem boa parte do dia com babás ou na escola. Em casa elas se deparam com programas televisivos inadequados que incitam à violência e sexualidade precoce. À noite encontram-se com pais fatigados e confusos quanto a melhor forma de criar seus filhos. São crianças irritadas, com distúrbio de sono e classificadas pelos pais como "desobedientes". Estão sofrendo de gastrite, enxaqueca, estão com sobrepeso e desenvolvem mais alergia que nas décadas passadas. Como vão ser essas crianças no futuro não sabemos, mas na minha opinião essa geração é um marco. Dessa para frente, pouca coisa vai mudar e a partir dela teremos uma razoável experiência do certo e errado com relação aos cuidados prestados às crianças - talvez nos próximos 15 ou 30 anos cheguemos a um consenso e elaboremos uma espécie de Manual de Instruções para criar bebês.
Até duas gerações atrás as crianças no geral eram criadas com a presença materna dominante no seu dia-a-dia e cada geração influenciava a outra com visíveis mudanças de comportamento, dada a libertação de preconceitos e tabus (já menos arraigados na atualidade), o que levava ao conhecido "choque de gerações". A minha geração - estou na faixa dos 30 - faz parte de um meio a meio; algumas crianças tiveram maior influência familiar em sua formação e outras já começaram a experimentar a dupla jornada das mães. Foi uma geração de transição.

Hoje a grande maioria das mães é também provedora financeira do lar; se for mãe adolescente, precisa estudar para enfrentar futuramente o duro mercado de trabalho. Muitas são mães solteiras e tantas outras são divorciadas. São mães com carga psicológica e laborativa muito maiores do que as das "mães de antigamente". Muitas são podadas do prazer da amamentação por voltarem cedo ao trabalho; outras se martirizam pelo sentimento de culpa de deixar um bebê indefeso com alguém estranho à família. Muitas outras "engolem sapos" por serem obrigadas a depender da ajuda de familiares que terminam algumas vezes por interferir na criação que elas instintivamente julgam como ideal para seu filho. Não adianta lamentar, dessa geração para frente será assim e aos poucos iremos aprendendo a lidar com as frustrações e as crianças irão se adaptando ao novo modelo. As mães, espero, estarão mais tranqüilas, os pais mais presentes, as avós mais compreensivas. E as crianças mais independentes, menos carentes emocionalmente e preparadas para serem mães e pais de filhos que terão uma vida parecida com a deles. O que prevejo de sutil mudança para a próxima geração será uma leva de filhos únicos. A maioria dos segundos filhos do meu consultório foram agradáveis acidentes de percurso e raras são as mães que se aventuram a uma terceira gestação.
As mães que trabalham fora são verdadeiras heroínas ... Crianças pequenas dormem mal à noite, requerem muita atenção, apresentam mais viroses. Mesmo cansadas, as mães estão prontas para atendê-las. Sou testemunha de seu cansaço, das suas falhas de memória, das suas insônias, da sua face de medo, de sua insegurança e muitas vezes de sua revolta ... As crianças exigem mais do que as mães da atualidade podem oferecer; isso faz com que as mães vivam dentro de uma panela de pressão e passem a tentar medicalizar os problemas.

Procuram remédios para situações que as "mães de antigamente" consideravam banais, tais como golfadas, cólicas, nascimento de dentes, falta de apetite, constipação e resfriados, pois já estão com um nível de stress tão alto que mesmo situações normais ou pouco importantes passam a ser fonte de extrema angústia. Assim, para completar, findam por se depararem com a incompreensão de muitos médicos e com a nossa falta de experiência para cuidar mais das mães que dos filhos, pois muitas vezes elas precisam de mais zelo e atenção que propriamente merece a condição de saúde dos filhos que trazem em seus colos. Como se não bastasse, ainda são apontadas por alguns familiares como as culpadas pelo processo esperado de doenças virais recorrentes que muitas crianças institucionalizadas (de creche) passam nos primeiros anos de vida. Para compensar esse sentimento de culpa tendem a ser permissivas, criando crianças sem imposição de limites, fechando assim o ciclo vicioso do já citado confinamento."Trabalhar fora" é uma condição imposta não só pela vida moderna ou pela necessidade financeira mas também pela luta da mulher pelo seu espaço na sociedade. É direito da mulher ter sua profissão e sua fonte de renda, e é seu direito também ser ajudada por todos na difícil e doce tarefa que é a maternidade. Ter crianças amadas e bem educadas é interesse de toda a sociedade, e uma preocupação sincera dos profissionais que lidam com a saúde infantil.
Esse meu pequeno histórico da vida da criança e da mãe moderna é na verdade um pedido: Mulheres, libertem-se dessa culpa. Tentem relaxar e aproveitar melhor o pouco tempo que vocês podem dar aos seus filhos. Mostrem-lhes todo o amor incondicional que vocês guardam, e exercitem o "não" com urgência e sem peso na consciência.

Conversem com seus filhos, mesmo que sejam ainda bebês. Não se deixem pressionar por quem diz que isso ou aquilo vai deixar a criança "com manha". Ninem suas crianças, ponham-nas no colo, beijem muito - carinho nunca é demais nem nunca fez mal a ninguém. O que faz mal é a permissividade e o mau aproveitamento do tempo compartilhado em família; a qualidade do tempo é certamente mais importante que a quantidade de tempo em si, e isso já é um chavão na psicologia infantil. Deixar a criança fazer tudo, ser o centro de todas as atenções ou permitir que ela compartilhe a cama com o casal não é uma forma de dar carinho nem de demonstrar amor. É uma forma de produzir adultos sem capacidade para lidar com as frustrações que são regras na vida de qualquer ser humano. Digam não sem culpas, mas sempre procurando dar alternativas às suas crianças. Uma criança compreende muito mais do que ela consegue traduzir com palavras; dizer um não sem dar outras alternativas - como afastar bruscamente a criança da tomada elétrica, sem dar-lhe uma outra opção lúdica - faz com que a criança reacenda a luta instintiva e tente se sobrepor à autoridade dos pais. A criança precisa de carinho, compreensão e de educação, de noções de cidadania e de crescer sabendo que apesar do mundo não se curvar aos seus pés ela terá outras alternativas a buscar. Formemos adultos mentalmente saudáveis, cientes das dificuldades do mundo real e dos obstáculos que certamente virão.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Passando...

... correndo só para contar que estamos super bem. Dani está na praia com a minha mãe e eu vim correndo ver uma oferta de emprego!
Beijokas