LuIvanike

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

OIE!!!!!!!!!!!!!!

Hoje estou escrevendo da minha casinha.
MAs só posso fazer isso à noite, pois minha net agora é discada. Enfim. Enuquanto estava em casa, sempre escrevia algumas coisisnhas, ainda mais depois que descobri que através do WORD eu poderia postar. Então hoje atualizei meu blog com alguns textos que ja havia escrito aqui em casa. São um tanto antigos, mas vale a pena dar uma lidinha, não perdi a mão para a escrita!
BEijokas e até amanhã!!!!!!!!!!!!!

Onde vai parar a educação neste país?

Ai, que saudades deste cantinho... Escrevo em casa e assim que consigo acessar a net posto. Desculpem, mas na postagem anterior as fotos da Daniela não apareceram. Ainda não descobri o que aconteceu...

Hoje meu post será longo, fui tomada por uma inspiração súbita e, como já devem ter percebido, escrevo melhor quando sou tomada pela indignação...

Quinta e sexta-feira (dias 18 e 19/10) tive curso de atualização pedagógica. Às vezes o Senhor Roberto Requião faz alguma coisa legal!

Bem, começarei do começo para ficar bem contadinho...

No início do ano letivo, os alunos receberam um livro "didático" que deveria ter umas 150 páginas (no máximo). O livro é muito fraco em conteúdos e imagens, além de não conter nem 1/3 do conteúdo estudado em biologia no Ensino Médio. Bem, por esta razão, nenhum professor fez uso o livro fornecido e utilizamos livros didáticos mais tradicionais.

Este curso teve por objetivo esclarecer o porquê do livro do Estado ser tão FRACO. E por esta razão estou aqui, acometida por uma fúria que insiste em permanecer em meu coração.

Pelo que explicaram, o livro é um apoio (até aí tudo bem, pois para preparar minhas aulas utilizo três títulos como apoio – e entre eles o do Estado não está) e contém apenas assuntos relacionados à realidade dos alunos... PQP! A minha escola tem uma "clientela" de classe média (alguns poucos são de classe baixa) porém, o conhecimento fora de sala de aula é MP3, maconha, cigarro, tubão, festa no galpão... Como trabalhar a realidade do aluno.

Outra justificativa para a má qualidade do livro é que temos que preparar nossos alunos para a VIDA e que neste contexto o professor deve determinar o que é ou não pertinente para ser trabalhado em sala de aula (sempre tendo em vista a realidade do aluno). Ou seja, vamos soltar no mundo quantos mil ignorantes por ano. Na minha visão, o aluno deve SIM ser preparado para a vida, mas com foco no futuro do aluno. Como um aluno de escola estadual poderá concorrer a um vestibular, se no livro do Estado não encontramos o básico de genética (cruzamentos – Aa x Aa, por exemplo) e no vestibular da UFPR encontramos no mínimo 2 questões deste assunto?

O que me chateia é a máscara que fazem na educação... E minha revolta foi tamanha que cheguei a falar para as oficineiras que nunca colocarei minha filha em escola do Estado! Mas isso é repudiante, visto que sou uma educadora desta instituição...

Me considero uma ótima professora. Sou amiga dos alunos (amiga sim, conversamos em sala, nos corredores, no MSN, Orkut...) e eles me respeitam por considerá-los PESSOAS, não números (tenho 160 alunos, dos quais sei os nomes, pois só os trato pelos nomes). No mínimo uma vez ao mês levo artigos de revistas que abordam temas polêmicos para discutirmos em sala de aula (acho muito importante desenvolver o senso crítico neles, pois eles não têm este estímulo em casa), minhas aulas são dinâmicas e exijo muito deles. E, modéstia parte, eles me adoram (é só ver os depoimentos e recadinhos no Orkut)! Eles me respeitam e me admiram por perceberem o quanto me preocupo com o aprendizado deles, com a vida deles (ligo para alunos com problemas – um perdeu a avó e eu liguei para prestar solidariedade e exigi em sala que os colegas fizessem o mesmo, outro está com queimaduras no corpo todo e também fiz minha parte ligando para saber como ele estava) sem deixar de lado o conteúdo teórico.

E essas pessoas que nunca entraram em uma sala de aula vêm querer nos ensinar como lidar com os alunos. Aplicar uma pedagogia falha.

Não sei mais o que pensar, e ontem cheguei a odiar Paulo Freire sem nem conhecer...

HAHAHHAHHAHAHAHAHHA

Por isso, selecionarei alguns artigos relacionados à educação e postarei para quem interessar!

Beijos

ÊEEEEEEEEEEEEE Saudades!

Nossa, quanto tempo... Muitas coisas novas para contar, muitas angústias a compartilhar, muitas alegrias a dividir!

Voltei. Mesmo sem net vou tentar postar diariamente, pelo WORD e o Daniel atualiza para mim.

Daniela está ótima. Nunca esteve tão bem, tão sapeca! A esperteza dela chega a me surpreender a cada dia. Ela finge choro, me beija o tempo todo por vontade própria, me abraça, pede colo e anda grudada em mim o dia todo. Chego a ter medo só de pensar que volto a trabalhar e ela vai sofrer a separação. No ano passado comprei o DVD Xuxa Só Para Baixinhos 4 e ela amou. Tem uma musiquinha em que a Xuxa gesticula TE AMO na linguagem dos sinais e depois beija o menininho. A Daniela começou a fazer o gesto toda vez que digo que amo ela. É muito fofo.

Neste Natal meu pagamento saiu atrasado (Coisas do Gardenal, ou melhor, do Requião), mas acabei investindo em coisas que achei que ela iria curtir e que eu poderia curtir com ela. Ela adorou um quadro-negro que comprei (filha de professora sem quadro-negro, não dá!), o único problema é que ela come o giz depois de desenhar. Mas, como mãe precavida que sou, comprei giz atóxico, antialérgico e com outros mil detalhezinhos. Comprei um Kit Musical com pandeiro, pratos, tambor, maricas e corneta que ela adorou também (filha de músico sem instrumentos não dá). Comprei um livro mas ela não curtiu muito não, tudo bem, tem outros que ela adora.

E aproveitando que estou contando sobre os brinquedos que o Bom Velhinho trouxe para minha princesa, a revista Cláudia Bebê de dezembro/2007 traz uma reportagem sobre brincar com os filhos, com o título "O poder transformador das brincadeiras". Ann Marie Guillermette, especialista em recreação e lazer, conta que a melhor interação que pode ocorrer entre pais e filhos é a brincadeira. Não brincadeiras impostas com regras, mas as brincadeiras espontâneas, como correr e fazer cócegas, esconder pela casa, fantoches... Brincadeiras que pensamos que todos os pais fazem com seus filhos. Sim, pensamos, porque a realidade é um tanto diferente. No dia 28 de fevereiro de 2007 aconteceu em São Paulo o III Fórum do Desenvolvimento da Criança onde foi realizada uma pesquisa com 1014 pais e filhos (este estudo está no site www.omo.com.br) e mostrou que apenas 53% brincam com seus filhos diariamente... Nossa, fiquei assustada com este dado, pois não passamos um período (manhã, tarde e noite) sem fazer alguma brincadeira com a Daniela. E o mais frio dos resultados: 84% dos pais acham que para estarem preparadas para a vida, as crianças devem estudar mais do que brincar. Talvez eu tenha lido muito e me preparado demais durante a gestação, não sei o que acontece comigo, mas na minha cabeça de mãe e professora é tão clara a eficiência de atividades lúdicas no aprendizado. E não só no aprendizado escolar, mas no aprendizado vital. Como se relacionar com as pessoas pode ser aprendido em um livro? Como resolver questões práticas do dia-a-dia pode ser ensinado teoricamente, sem aplicações. Não sou uma mãe perfeita, mas me considero uma mãe ponderada e realista, e nunca recuso brincadeiras com minha pequena.

O que me deixou mais feliz foi o seguinte trecho da reportagem: "Os fabricantes de brinquedos odeiam quando eu falo isso (risos), mas não faz diferença se você tem ou não dinheiro para comprar brinquedos sofisticados para seu filho. Também não importa qual seja a brincadeira. O importante é a disposição de se despir do poder de adultos e entrar na brincadeira de verdade. Um amigo, Brian Sutton-Smith, psicólogo e grande especialista em desenvolvimento infantil, afirma que brincar está conectado com o coração. Eu concordo. Brincar com a criança é dizer a ela "eu te amo". Essa é a mensagem escondida no tempo que os pais dedicam às brincadeiras com os filhos." (Ann Marie Guillermette).

Então, vamos brincar!!!!!!!!!!!!!

Bem, falando um pouco de mim. Estou em uma fase tão difícil... Muito complicada, mas quem está complicando sou eu, acho. Devo estar em uma fase astral muito ruim (Estrela, me ajude!) porque meu corpo está pedindo socorro. Minha menstruação está atrasada há 20 dias (não, infelizmente não é gravidez), na sexta passada tive uma crise de cólica renal e achei que iria morrer de tanta dor, meus dentes doem como se eu estivesse com uma nevralgia. Não estou triste, nem deprimida... Aliás, estou muito feliz por tudo estar dando certo e entrando nos eixos aos poucos. Às vezes sinto um pouco falta de mim, ou necessidade de me doas mais para minha família. De repente sinto como se estivesse em falta com o Dani ou a Dani, mesmo sabendo que não estou. Tenho desejado muito outro bebê, mas o Dani acha que ainda não é a hora e quando vi o resultado do BHCG fiquei muito chateada, na minha cabeça já tinha até planejado o quarto das crianças. Meu corpo e minha cabeça estão pedindo outro filho, sinto que se não for este ano terá passado o momento. Acho que assim que eu voltar a trabalhar tudo vai se ajeitar (assim espero).

Um post longo deste deve ter deixados os leitores cansados. Então fico por aqui.

Desejo a todos meus amigos queridos um 2008 de muita alegria, paz e felicidade... Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!!!!

Beijos

Livros...

Bem, a <a href="http://samanthashiraishi.blogspot.com">Sam</a> me passou um Meme muito legal: eu teria que abrir na página 161 do livro que estivesse na minha frente e reescrever aqui no blog o 5° parágrafo. Lá vai:

"FritzRoy levantou âncora às quatro horas da manhã seguinte e por dezessete dias os navios irmãos navegaram pela costa da Patagônia em direção ao Sul. Em 23 de dezembro pararam em Porto Desejo para os feriados, 960 quilômetros ao norte do cabo Horn. Darwin, "com muita sorte", abateu um guanaco, semelhante a uma lhama, que, inteiramente cozido, pesava oitenta quilos, e um jantar de Natal opulento foi oferecido a todos. Martens foi um pouco mais longe e abateu uma pequena ema e, somente depois que a ave tinha sido cozida e consumida, é que Darwin, repentina e embaraçosamente, recordou-se da história gaúcha da rara "petiz". Seu primeiro encontro com a nova ave e ele a comera inadvertidamente! Felizmente "cabeça, pescoço e pernas e uma asa" e as penas maiores puderam ser recuperadas e em seguida preservadas e embaladas no porão."

Talvez não tenha muito nexo, mas é uma das passagens da história de Darwin, do livro "DARWIN, a vida de um evolucionário atormentado" de Adrian Desmond & James Moore. É um livro muito interessante, mas tão longo que não consigo terminá-lo. E não quero, pois ele tem me ajudado a ver Darwin como pessoa, não como mito (é muito difícil humanizar alguém com uma hhistória tão célebre).

Tenho uma super sugestão de livro infantil (2 em 1). Minha cunhada Isabella está se formando em educação musical e a maior parte das músicas que canto para a Daniela foram aprendidas com ela. Ela ganhou no Dia das Crianças um livro chamado "Músicas Daqui Ritmos do Mundo" de Zezinho Mutarelli e Gilles Eduar. Este livro conta um pouco da história de Felícia e seus amigos que percorrem o mundo à procura de diferentes ritmos e músicas para o Reino Sem-Tom. É maravilhoso!!! Colorido, tão atraente para crianças que a Dani já se grudou no da Tia (agora tenho que comprar um pra ela). À medida que a história é contada as músicas de roda são cantadas (acompanha um CD musical). E os arranjos musicais são tudo de lindo (tangos, valsas, forrós...). As músicas vão de Atirei um Pau no Gato até Marcha Soldado. Muito lindo, vale a pena conferir!!!!!!

Por hoje é só, mas amanhã farei o meme que a minha amiga Ana Laura me convidou a participar...

Beijos e deixo vocês com fotos atualizadas da minha princesinha.




sábado, 16 de fevereiro de 2008

Eita saudades...

Ficar sem blog é uma tristeza. Eita falta que faz esse meu cantinho. São tantas coisas para contar que nem sei por onde começar.
A Daniela está ótima, já comemoro 6 meses sem doença nenhuma (nem resfriado), seu vocabulário continua vasto (Mani, Este, Ca - cavalo, Pi - piu-piu, gu - Pinguim...) HAHAHHAHAHAHHA. Mas com paciência estou conseguindo tirar mais algumas sílabas. O que ela tem adorado fazer é desenhar e escrever no quadro-negro que comprei para ela. Risca o dia todo, é parede, porta... deu mole tá riscado! E a cada dia ela está mais mocinha e arteira. Não pára um segundo, só quando dorme (ou melhor, desmaia). E a melhor novidade sobre ela, ela não usa mais chupeta já faz 1 mês. Essa foi a maior vitória que tive este ano (que mal começou), de repente sumi com todas as chupetas dela e ela ficou super bem, como se nunca tivesse chupado chupeta na vida.
Eu estou bem, louca para voltar a trabalhar. Ficar em casa é bom, mas sempre tem aquele momento em que não consigo mais ter qualidade no tempo que passo com a Dani, a gente enjoa de tanto brincar. Mas este tempo com ela está me fazendo muito bem, tenho valorizado as pequenas coisas que minha filhota faz, tudo nós duas comemoramos, comemos pipoca quase todos os dias e dançamos Xuxa e Backyardigans o tempo todo. Isso quando não estamos brincando de esconder.
Como mãe estou muito feliz e louca para encomendar uma segunda alegria. TEnho planejado isso para junho, assim nasce em março como a Daniela, mas não vou ficar neurótica com datas, se tiver que esperar mais, ok. Tudo tem sua hora.
Estou com vontade de começar a fdazer aulas de francês para emigrar para o Canadá, o governo está recrutando brasileiros com filhos e planos de ter mais filhos para trabalhar e estudar lá, seria uma ótima trabalhar como bióloga de verdade!
Tenho sentido muita falta de estudar, ter compromissos escolares, fazer uma pós.
Minha meta este ano é acertar minha dívida na Pós que comecei e fazer jornalismo. De reente tive muita vontade de fazer este curso. Ou talvez outro curso interessante (mas nada me atrai mais do que jornalismo).
E outra meta que tenho para este ano é juntar dinheiro e comprar um carro (queria uma casa mas... esse é mais longo um pouco) que faz muita falta para mim.
Mas estou feliz porque este ano comecei como uma leitora fervorosa de livros topo de lista! Já li "A Menina que Roubava Livros", "Marley e Eu", "Criando Meninas" e "O Caçador de Pipas"... Amei todos (exceto Criando Meninas), e em todos tive pelo menos duas crises de choro. Agora quero ler "A Cidade do Sol", que também deve ser fantástico.
Mas a vida não é feita de coisas boas somente. E acho que estou em dívida como esposa. Talvez esteja me cobrando um pouco, mas muitas coisas têm acontecido e me feito pensar a respeito do casamento. Não me imagino solteira. Sinceramente, não imaginava que seria esposa tão esposa, meio tradicional, querendo as coisas direitinho... Mas acho que a maternidade e a responsabilidade de criar e educar um pessoa me fez repensar minha forma de ver o mundo. Certas coisas não podem ser feitas, não quando se tem um filho. Antes de qualquer coisa tenho que rever meus conceitos, valores e princípios que quero passar para minha filhota. Quero um dia poder olhar para trás e ter a certeza de que fiz tudo que podia para que ela fosse feliz (mesmo que para isso precisasse ser uma "mãe-má"). E para isso sei que tenho muita coisa para mudar, não posso mais ser aquela menina que era antes de casar. PEla minha filha...
Bem, chega dessa conversa, um dia eu explico!
Mas queria deixar um beijão e logo logo volto com minhas postagens diárias.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Carnaval... Sem praia...

Ai gente, nunca passei o carnaval em Curitiba. Sempre ia para a praia com toda a família. Este ano vou ficar, e isso me deixou meio triste. Poxa, nada de mar nem de piscina. PAciência.

A Daniela está muito linda, fofa demais. Semana que vem ela fará os exames de controle do coração e fará um exame auditivo. Como ela ainda não fala quase nada a neuro achou melhor ter certeza de que está tudo bem. E como mãe que sou já fiquei meio neura com isso!!!!
No mais estamos ótimos. Vou deixar mais fotinhos dela!!!!
Beijokas


segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Não se fazem mais mães como antigamente...



(Por Meire Gomes, pediatra)

As crianças da atual geração estão sofrendo o que tenho chamado de síndrome do confinamento. São crianças criadas com pouco espaço, em apartamentos pequenos ou quase trancadas dentro de casa para fugirem dos perigos das ruas. As escolas estão relativamente menores, com salas climatizadas para muitos alunos e áreas externas cimentadas. Elas permanecem boa parte do dia com babás ou na escola. Em casa elas se deparam com programas televisivos inadequados que incitam à violência e sexualidade precoce. À noite encontram-se com pais fatigados e confusos quanto a melhor forma de criar seus filhos. São crianças irritadas, com distúrbio de sono e classificadas pelos pais como "desobedientes". Estão sofrendo de gastrite, enxaqueca, estão com sobrepeso e desenvolvem mais alergia que nas décadas passadas. Como vão ser essas crianças no futuro não sabemos, mas na minha opinião essa geração é um marco. Dessa para frente, pouca coisa vai mudar e a partir dela teremos uma razoável experiência do certo e errado com relação aos cuidados prestados às crianças - talvez nos próximos 15 ou 30 anos cheguemos a um consenso e elaboremos uma espécie de Manual de Instruções para criar bebês.
Até duas gerações atrás as crianças no geral eram criadas com a presença materna dominante no seu dia-a-dia e cada geração influenciava a outra com visíveis mudanças de comportamento, dada a libertação de preconceitos e tabus (já menos arraigados na atualidade), o que levava ao conhecido "choque de gerações". A minha geração - estou na faixa dos 30 - faz parte de um meio a meio; algumas crianças tiveram maior influência familiar em sua formação e outras já começaram a experimentar a dupla jornada das mães. Foi uma geração de transição.

Hoje a grande maioria das mães é também provedora financeira do lar; se for mãe adolescente, precisa estudar para enfrentar futuramente o duro mercado de trabalho. Muitas são mães solteiras e tantas outras são divorciadas. São mães com carga psicológica e laborativa muito maiores do que as das "mães de antigamente". Muitas são podadas do prazer da amamentação por voltarem cedo ao trabalho; outras se martirizam pelo sentimento de culpa de deixar um bebê indefeso com alguém estranho à família. Muitas outras "engolem sapos" por serem obrigadas a depender da ajuda de familiares que terminam algumas vezes por interferir na criação que elas instintivamente julgam como ideal para seu filho. Não adianta lamentar, dessa geração para frente será assim e aos poucos iremos aprendendo a lidar com as frustrações e as crianças irão se adaptando ao novo modelo. As mães, espero, estarão mais tranqüilas, os pais mais presentes, as avós mais compreensivas. E as crianças mais independentes, menos carentes emocionalmente e preparadas para serem mães e pais de filhos que terão uma vida parecida com a deles. O que prevejo de sutil mudança para a próxima geração será uma leva de filhos únicos. A maioria dos segundos filhos do meu consultório foram agradáveis acidentes de percurso e raras são as mães que se aventuram a uma terceira gestação.
As mães que trabalham fora são verdadeiras heroínas ... Crianças pequenas dormem mal à noite, requerem muita atenção, apresentam mais viroses. Mesmo cansadas, as mães estão prontas para atendê-las. Sou testemunha de seu cansaço, das suas falhas de memória, das suas insônias, da sua face de medo, de sua insegurança e muitas vezes de sua revolta ... As crianças exigem mais do que as mães da atualidade podem oferecer; isso faz com que as mães vivam dentro de uma panela de pressão e passem a tentar medicalizar os problemas.

Procuram remédios para situações que as "mães de antigamente" consideravam banais, tais como golfadas, cólicas, nascimento de dentes, falta de apetite, constipação e resfriados, pois já estão com um nível de stress tão alto que mesmo situações normais ou pouco importantes passam a ser fonte de extrema angústia. Assim, para completar, findam por se depararem com a incompreensão de muitos médicos e com a nossa falta de experiência para cuidar mais das mães que dos filhos, pois muitas vezes elas precisam de mais zelo e atenção que propriamente merece a condição de saúde dos filhos que trazem em seus colos. Como se não bastasse, ainda são apontadas por alguns familiares como as culpadas pelo processo esperado de doenças virais recorrentes que muitas crianças institucionalizadas (de creche) passam nos primeiros anos de vida. Para compensar esse sentimento de culpa tendem a ser permissivas, criando crianças sem imposição de limites, fechando assim o ciclo vicioso do já citado confinamento."Trabalhar fora" é uma condição imposta não só pela vida moderna ou pela necessidade financeira mas também pela luta da mulher pelo seu espaço na sociedade. É direito da mulher ter sua profissão e sua fonte de renda, e é seu direito também ser ajudada por todos na difícil e doce tarefa que é a maternidade. Ter crianças amadas e bem educadas é interesse de toda a sociedade, e uma preocupação sincera dos profissionais que lidam com a saúde infantil.
Esse meu pequeno histórico da vida da criança e da mãe moderna é na verdade um pedido: Mulheres, libertem-se dessa culpa. Tentem relaxar e aproveitar melhor o pouco tempo que vocês podem dar aos seus filhos. Mostrem-lhes todo o amor incondicional que vocês guardam, e exercitem o "não" com urgência e sem peso na consciência.

Conversem com seus filhos, mesmo que sejam ainda bebês. Não se deixem pressionar por quem diz que isso ou aquilo vai deixar a criança "com manha". Ninem suas crianças, ponham-nas no colo, beijem muito - carinho nunca é demais nem nunca fez mal a ninguém. O que faz mal é a permissividade e o mau aproveitamento do tempo compartilhado em família; a qualidade do tempo é certamente mais importante que a quantidade de tempo em si, e isso já é um chavão na psicologia infantil. Deixar a criança fazer tudo, ser o centro de todas as atenções ou permitir que ela compartilhe a cama com o casal não é uma forma de dar carinho nem de demonstrar amor. É uma forma de produzir adultos sem capacidade para lidar com as frustrações que são regras na vida de qualquer ser humano. Digam não sem culpas, mas sempre procurando dar alternativas às suas crianças. Uma criança compreende muito mais do que ela consegue traduzir com palavras; dizer um não sem dar outras alternativas - como afastar bruscamente a criança da tomada elétrica, sem dar-lhe uma outra opção lúdica - faz com que a criança reacenda a luta instintiva e tente se sobrepor à autoridade dos pais. A criança precisa de carinho, compreensão e de educação, de noções de cidadania e de crescer sabendo que apesar do mundo não se curvar aos seus pés ela terá outras alternativas a buscar. Formemos adultos mentalmente saudáveis, cientes das dificuldades do mundo real e dos obstáculos que certamente virão.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Passando...

... correndo só para contar que estamos super bem. Dani está na praia com a minha mãe e eu vim correndo ver uma oferta de emprego!
Beijokas

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Ai, ai... que falta me faz este cantinho!


Apareci. Finalmente. Ninguém imagina como sinto falta de escrever!
Bem, vamos com as novidades.
- Agora tenho outro bebê. A Francisca, minha cocker spaniel! Linda, dourada, a cachorrinha da Daniela. Ela está tão alegre com a cachorrinha, acho que foi a melhor aquisição que fiz neste ano. Ver as duas brincando é delicioso.
- Amanhã acabam as aulas com aluno, aí é só a burocracia de fim de ano.
- Às vezes tenho tido rompantes de tristeza, sobrecarga. Com o cachorro tudo ficou mais cansativo. Passo pano na cozinha e labanderia duas vezes por dia, o dia todo limpando xixi, cocô. Minha vida se limitou a limpar xixi e cocô das duas meninas.

Bem, estou numa fase de curtição também. Tenho curtido os minutos com minha pequena princesa. Curto cozinhar para ela, sentar no chão e brincar, dançar Xuxa só para baixinhos 4 (o dia todo), beijar e abraçar até ela chorar!!! A Francisca me deu um ar novo, tenho tido pique pra tudo! É muito bom. Só a falta de $$$$ que sempre pega, mas nada que um latido e um sorriso não resolvam.
Com DAniela estou bem, estamos mais companheiros e compreensivos um com o outro. Hoje ele está em Foz do Iguaçu trabalhando, espero que me traga um presentinho de Natal! Apesar que já ganhei a Francisca, então não vou exigir nada!
No mai, está tudo bem... Tirando a falta que sinto de escrever tudo que leio e gosto. Vou deixar umas fotinhos da dani e logo coloco fotos da Chica!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Um texto furtado...

HAHHAHHAHAHHAHAH
O título da postagem foi inspirado no livro que estou lendo "A Menina que Roubava Livros". É fantástico, uma delícia de ler e um assunto supar interessante. Só para despertar a curiosidade vou reproduzir aqui a frase na capa do livro : "Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler."

Bem, mas o texto que furtei foi do Blog do Leon e todas as mães e pais deveriam ler. Fica mais fácil entender a diferença de responsabilidades após a maternidade!

E depois da sumida, venho contar que passei no concurso para professores do Estado do Paraná. Estou tão feliz que estou até pensando em encomendar outro baby!
Mas isto é história para outra postagem!

UMA SOLIDÃO SOLTEIRA
Fabrício Carpinejar

O que é ser mãe? É nunca precisar responder a essa pergunta. Diferente de pai, que sempre se explica e gosta de se explicar. Mãe parece que nasce sabendo, não importa a idade, não importa a disposição. Julga-se como um dom natural e um desejo de vida, desde o momento em que brincava de boneca na infância e formava uma família imaginária no quarto. Que menina, quando pequena, já não sonhava em trocar a roupa do filho ao vestir e desvestir sua Barbie? Ser mãe não é encarado como profissão nem deve, mas é tão estafante quanto um início de carreira. O papel é visto como prazer e dádiva. Para alguns homens, é reconhecido como o cumprimento de um ideal. Um sonho. Mas não significa que será fácil. E não é. Responde a um dos períodos de maior aprendizado, nervosismo e tensão. Durante a gravidez, a mulher se multiplica. Espiritualmente é duas. Ganha atenção dobrada. Seus pedidos mais estranhos são atendidos. Cavalheirismo e educação exagerados batem à sua porta. Não me refiro aos assentos vermelhos do ônibus e do metrô e dos guichês do banco, reservados a gestantes. Muito além disso: abrem-se os caminhos do entendimento e da cordialidade. Ela encontra uma paz de bosque, uma quietude social. Não é contestada, criticada, desafiada. Nada que prejudique o andamento da gestação. Sua fragilidade a ilumina de carícias.

DEPOIS DO NASCIMENTO, desconfia de que sua barriga serviu para um aluguel de luxo, que os familiares se importavam com a criança a vir, não com a criança adulta que se transforma em mãe. Paparicam o bebê e ela acaba de canto, alheia, sequiosa por um aconchego que não chega. Na hipótese de atravessar uma cesariana, dolorida e custosa, não receberá sequer algum questionamento sobre sua saúde. Andará sozinha, bem lenta, atrás do cortejo. A depressão pós-parto não é uma miragem, sinaliza desvalia.

De uma hora para outra, a mulher não é mais responsável pela sua existência, é responsável por duas vidas. Não poderá se dar ao luxo de pensar somente em si. Pensará em si por último, caso sobre tempo. Aliás, vejo que não é casando que a mulher deixa de ser solteira, ela muda efetivamente de estado civil ao gerar um filho. A dependência é substituída pela independência, no sentido de orientar e educar a criança.

POR MAIS QUE ESTEJA ACOMPANHADA de um marido companheiro e atento, é como se mandasse no campinho. É ela que deverá responder - ou acredita que deve responder - no surgimento de dúvidas e impasses. O homem ainda goza da regalia de coadjuvante, com atenuante de que não precisa conhecer tudo. Pai está aprendendo a ser pai, mãe está ensinando a ser mãe. A crença é que a mulher tem uma enciclopédia embutida no ventre.

Licença-maternidade não é uma licença poética. Não é apenas estacionar o filho na vaga preferencial do seio. Mal se recuperou do parto e enfrenta a multiplicidade de atividades. Não dorme pelo medo de dormir e deixar escapar um apelo do bebê e ser incriminada por omissão. A insônia é o de menos. Até encontrar a posição certa de segurar o nenê para não ter cólicas, até encontrar a melodia adequada que tranqüiliza o choro, até encontrar a postura confortável para não sofrer com dor nas costas, é uma arte.

ENTRE CUEIROS E TIP-TOPS, entre fraldas e lençóis, dificilmente será reconhecida em família pelos seus pequenos e imprescindíveis feitos. De que modo contar a terceiros e ao próprio marido o que fez? Que deu leite, arrumou as roupas, limpou o cocô, deu papinha e que essas operações tomaram o seu dia? As energias gastas em 24 horas serão reduzidas a um relato de três minutos. Dirão que é exagero. Começa a cobrança e a sensação de que não é compreendida.

O marido aparecerá em casa, leve e lépido, mais disposto (é claro), e brincará descansado com o filho, imitará sons de bichos, desfrutará da organização e de uma companhia para dividir as tarefas. Ele curte o que desejava para você. O pai é o parque, a mãe é dia útil. Resta assistir à alegria como se fosse sua.

IMAGINE UMA PROFISSIONAL HIPERATIVA mergulhar de repente nesse mundo em que nada aparenta acontecer e tudo acontece sem jeito de demonstrar? Ter a rotina reduzida a dez quarteirões do bairro, na faixa que compreende a quitanda, a farmácia, a praça e o mercado, como um exílio em sua cidade? Uma mãe recente é uma ótima crítica da televisão à tarde. Pela primeira vez, é capaz de opinar com fundamento sobre a qualidade dos programas.

De um comercial a outro, o filho cresce mais rápido do que supunha. O que adiava para fazer continuará adiando. Se nos preparativos, demorava séculos para definir a cor do enxoval, as decisões agora são rápidas e fulminantes. São para ontem. O filho largou o peito, deve então acertar a temperatura do leite, preparar a comida, optar pelas peças da gaveta. Será que ponho casaco ou não? Está quente ou frio? O ponto mais visitado é a bunda rosada da criança, para verificar assaduras. As mãos cheiram a hipoglós e não é de estranhar que a pasta branca fique nos vãos dos dedos no momento de dormir. E, quando toca o telefone, a mãe se envergonha de dizer que está segurando o filhote no colo e faz o impossível para que a voz na linha não note o incômodo. Um malabarismo para acalmar os gritos do pequeno, entender a conversa e ser educada. Mãe carrega muita culpa desnecessária. A maternidade é uma solidão desproporcional, uma solidão solteira em cama de casal.

A libido fica em baixa, não se tem a mesma vontade louca de transar. Nem é vontade, é disposição, condicionamento físico. Após desbotar o tapete do corredor no vaivém, não há como se arrumar. Arrepende-se dos espelhos no quarto adquiridos para projetar posições eróticas. O homem se aproxima dengoso e amoroso e a dor de cabeça é a saída menos explicativa. Existe um cansaço inclusive para DR (Discutir o Relacionamento).

A mulher se vê acima do peso, com os seios estranhamente grandes (talvez o homem goste da protuberância, esquece que o aumento é inchaço, dói e não é para ele) e a cintura se equilibrando com a transformação. Pela primeira vez, um maiô não é uma idéia insuportável. O corpo está longe da rigidez e para recuperar as formas antigas só com muita ginástica, musculação e sorte.

ELA ESTÁ DISTANCIADA DO NÉCESSAIRE, substituída pela sacola forrada de plástico, com pomadas, panos, bicos e o restante infinito do arsenal infantil. O máximo a fazer é paquerar a sinaleira. O único jeito de avançar no sinal vermelho é ali, com o carrinho de bebê na faixa de segurança.

Se não está aprontando e ordenando as coisas, está limpando a bagunça. Se não está encaminhando a criança ao sono, está dormindo junto. O banho de banheira da criança que encharcará o piso será o raro momento em que se ausentará, ouvirá novamente sua respiração e buscará informações atualizadas da rua.

Falei do trabalho, porém é o isolamento que mata. O pai age, na maioria das vezes, como um porteiro das visitas, cumpre a convenção social de mostrar o bebê para em seguida continuar suas conversas. Um elogio pra lá, um elogio pra cá, a criança abandona a cena e a mãe corre atrás, para atender as chamadas noturnas. Não há como acompanhar os papos entusiasmados e eufóricos. Escuta-se as risadas do quarto, com receio de que a criança seja acordada e tenha que recomeçar o acalento. Torce para que as visitas saiam cedo.

OS AMIGOS E AMIGAS DA MULHER, de contato freqüente, de repente desaparecem. No início, podem rodear o bebê, propor bilu-bilu e esganiçar dublagens. Exaltam o nascimento. No instante do socorro e exaustão, nenhuma alma por perto. Acontece uma segregação silenciosa e terrível. Alguns se afastam para não incomodar, outros para não serem incomodados.

Durante essa fase, os relacionamentos escasseiam também devido à exclusividade materna. Quem não tem filho pode achar esquisito, mas pais discorrem na mesa sobre quantas vezes a cria foi aos pés e a cor das idas e vindas! Ela encontrará dificuldade de conversar de outros assuntos que não os relativos ao seu filho. Afinal, seu universo gira em torno dele. Vai se aproximar de outras mães para dividir suas dores e delícias. Um dos motivos para que as reuniões das creches sejam longas. É um momento de desafogo e de cumplicidade.

A MÃE QUER SE SENTIR OUVIDA, falar do que incomoda na hora em que sente. Não depois quando já se confortou. Ou antes quando não entende. Tal jornal – mãe é para ser lida no dia. A pior coisa para ela é estocar sentimentos e apreensões, como quem guarda inutilmente papel velho. Mãe deve dizer o que a confunde de pronto e ser respeitada em silêncio até o fim, para que a preocupação não seja convertida em recalque.

Quando não está ao lado da criança, mãe padece com severa intensidade. Uma saída para se distrair – ou ao retornar ao trabalho –, e está ligando apavorada para a babá, solicitando relatos minuciosos dos últimos movimentos do rebento. Pavor de que não há quem cuide melhor do que ela. Ou pavor de que alguém cuide melhor do que ela.

O QUE É SER MÃE? É nunca precisar fazer essa pergunta. O que se experimenta em segredo, o esforço hercúleo, o afeto pontual serão recompensados com a telepatia. A mãe notará que é possível esconder seus sentimentos de qualquer um, menos de sua criança, que alisará seus cabelos no desalento com o pente das unhas e nadará com alegria em seu corpo em cada abraço. E basta observar que a criança imita seu trejeito, basta reparar que a criança segura os objetos com a sua firmeza, basta reconhecer na voz dela o galho florido de seu timbre, basta cheirar o cangote e descobrir quantas fragrâncias não foram criadas, basta vê-la caminhar longe do apoio, balançando como um pingüim, basta ouvi-la dizer “mãe” com a pausa de uma reza, basta ser surpreendida com as repetições de suas idéias, basta que ela invente novas possibilidades para linguagem, basta que ela ponha a digital em um cartão, que ela retribua o “eu te amo”, e as adversidades serão esquecidas. As adversidades já serão amor.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"Escola antes dos 3 anos é um erro"

A frase título deste post foi retirada da revista Isto É de 12 de novembro de 2007 de uma entrevista com Steve Biddulph , escritor (Criando Meninos, O Segredo das Crianças Felizes, Momentos Mágicos com Seus Filhos...). Na entrevista ele afirma que a idade "quase" ideal para as crianças começarem a frequentar a escola é aos 3 anos (e três vezes na semana). As argumentações dele foram tão bem colocadas que agora estou com um sentimento horrível de culpa por expor a DAniela a tantos futuros problemas. Reproduzirei algumas frases da entrevista, e para quem tiver acesso, fica aí a dica de leitura. Não procurei, mas talvez no site tenha na íntegra!

- Até os 3 anos de idade da criança, é a família que tem condições de interagir com ela para um bom desenvolvimento cerebral. Ou seja, com intensidade e sintonia. É assim que o bebê aprende a se aproximar e criar empatia - e adquire o que chamamos mais tarde de "inteligência emocional".
- Estudos sobre estresse e níveis de cortisol no sangue mostraram que bebês na fase de aprender a amdar sofrem o dobro de estresse quando são separados da mãe e inseridos numa creche.
... Crianças que aparentavam estar bem, na verdade, permaneciam estressadas - elas aprenderam a esconder a emoção e a lidar com ela. Desenvolvimento infantil é isso: a coisa certa na hora certa.
- ...Foi descoberto um fator triplo: as muito novas que vão à creche com frequência e passam muitas horas ali se tornam agressivas, anciosas e desobedientes. E perdem o vínculo com a mãe.
- ...O que se aprende nos primeiros anos de vida é a socialização: como confiar, se sentir seguro e ser alegre. Ali as crianças são tratadas como grupo e não podem ser amadas ou cuidadas individualmente. Estudos com gravações em vídeos mostram que bebês nesta situação acabam desistindo de pedir atenção e tornam-se depressivos. Ficam quietos e acabam sendo considerados bons bebês.
- Amor tem a ver com tempo. A pressa é inimiga do amor, porque corrói e destrói.

É isso aí. Vou pensar mais um pouco sobre o assunto e depois posto comentários.
Beijokas

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Parabéns para o Papai

Bem, passei sópara deixar muitos beijos a todos e dizer que sinto muita falta deste cantinho!
E também para deixar os parabéns mais sinceros, os beihjos mais molhados e melados e os abraços mais apertados para meu papai que hoje está completando 58 aninhos!
BEijos papai!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Redação Vencedora...

Bem, recebi este texto por e-mail do meu pai. Vale a pena dar uma lida!

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: "Você tem experiência? "A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma. REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?". Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...

Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:
"Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Eba, praia!

Ai gente, vocês não fazem idéia da saudade que estou sentindo daqui!
Tenho um post em casa, prontinho e esqueci de trazer para postar!
MAs amanhã eu posto sem falta!
Enquanto isso vou contar que sábado vamos a Balneário Camboriú para as bodas do avô do Daniel. E aproveitar para pegar uma prainha!
Então, beijokas e pego um bronze por todos vocês!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Livros...

Bem, a <a href="http://samanthashiraishi.blogspot.com">Sam</a> me passou um Meme muito legal: eu teria que abrir na página 161 do livro que estivesse na minha frente e reescrever aqui no blog o 5° parágrafo. Lá vai:

"FritzRoy levantou âncora às quatro horas da manhã seguinte e por dezessete dias os navios irmãos navegaram pela costa da Patagônia em direção ao Sul. Em 23 de dezembro pararam em Porto Desejo para os feriados, 960 quilômetros ao norte do cabo Horn. Darwin, "com muita sorte", abateu um guanaco, semelhante a uma lhama, que, inteiramente cozido, pesava oitenta quilos, e um jantar de Natal opulento foi oferecido a todos. Martens foi um pouco mais longe e abateu uma pequena ema e, somente depois que a ave tinha sido cozida e consumida, é que Darwin, repentina e embaraçosamente, recordou-se da história gaúcha da rara "petiz". Seu primeiro encontro com a nova ave e ele a comera inadvertidamente! Felizmente "cabeça, pescoço e pernas e uma asa" e as penas maiores puderam ser recuperadas e em seguida preservadas e embaladas no porão."

Talvez não tenha muito nexo, mas é uma das passagens da história de Darwin, do livro "DARWIN, a vida de um evolucionário atormentado" de Adrian Desmond & James Moore. É um livro muito interessante, mas tão longo que não consigo terminá-lo. E não quero, pois ele tem me ajudado a ver Darwin como pessoa, não como mito (é muito difícil humanizar alguém com uma hhistória tão célebre).

Tenho uma super sugestão de livro infantil (2 em 1). Minha cunhada Isabella está se formando em educação musical e a maior parte das músicas que canto para a Daniela foram aprendidas com ela. Ela ganhou no Dia das Crianças um livro chamado "Músicas Daqui Ritmos do Mundo" de Zezinho Mutarelli e Gilles Eduar. Este livro conta um pouco da história de Felícia e seus amigos que percorrem o mundo à procura de diferentes ritmos e músicas para o Reino Sem-Tom. É maravilhoso!!! Colorido, tão atraente para crianças que a Dani já se grudou no da Tia (agora tenho que comprar um pra ela). À medida que a história é contada as músicas de roda são cantadas (acompanha um CD musical). E os arranjos musicais são tudo de lindo (tangos, valsas, forrós...). As músicas vão de Atirei um Pau no Gato até Marcha Soldado. Muito lindo, vale a pena conferir!!!!!!

Por hoje é só, mas amanhã farei o meme que a minha amiga Ana Laura me convidou a participar...

Beijos e deixo vocês com fotos atualizadas da minha princesinha.




quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O Aborto e a Igualdade


Hoje, resolvi atualizar minhas visitas a blogs que gosto muito de ler. E um deles é o <a href=http://www.sindromedeestocolmo.com/>Síndrome de Estocolmo</a>. A descrição deste blog é a seguinte: No dia 23 de Agosto de 1973, três mulheres e um homem ficaram seis dias reféns de bandidos, em um assalto a um banco de Estocolmo. Para a surpresa de todos, os reféns desenvolveram uma relação afetiva com os bandidos. Desde então, chama-se Síndrome de Estocolmo a essa dependência afetiva que se cria nos raptados pelos seus raptores. Essa descrição é ótima... Fui raptada pela minha filha e desenvolvi ima relação afetiva fantástica com ela.

Mas citei o blog porque a Denise Arcoverde
publicou um texto da VEJA desta semana de autoria de ANDRÉ PETRY que discorre sobre o aborto (situação de Elisabete que jogou a filha num córrego poluído). Reproduzirei o texto e deixo todos pensando sobre o assunto : Vale a pena proibir o aborto?


 

A pequena Michele, nome dado pelos funcionários da UTI neonatal, morreu na noite de quinta-feira. No domingo anterior, Michele foi encontrada boiando num poluído rio da região metropolitana de Belo Horizonte. Sua mãe, Elisabete Cordeiro, de 25 anos, não queria a filha. Aos quatro meses tentou abortar, mas não deu certo. Aos oito, tomou remédios abortivos, a criança nasceu com 37 semanas e a mãe jogou-a no ribeirão poluído nos fundos da casa. Na UTI, o bebê acabou morrendo com infecção generalizada e edema cerebral. A mãe está presa.

Infelizmente, Elisabete não é a primeira a jogar o filho fora. Infelizmente, não será a última. O caso recente mais conhecido, também ocorrido em BH, é o da vendedora Simone Cassiano, 29 anos. Em janeiro do ano passado, ela jogou a filha de 2meses na lagoa da Pampulha. A criança foi encontrada num saco plástico, boiando. Sobreviveu. Simone foi condenada a oito anos e quatro meses de prisão por tentativa de homicídio.

Com regularidade mensal surgem casos parecidos. Agora mesmo, no dia 19 de setembro, a faxineira Maria Zilda, 39 anos, abandonou seu bebê recém nascido numa mata em Camaragibe. O bebê foi encontrado com picadas de formigas e com dificuldade de respirar. Também sobreviveu.
O uqe há em cmomum com essas mães?
São todas mulheres humildes, pobres, moradoras do pedaço senzala do Brasil. Nenhuma é de classe média, classe alta. Por quê? Será que as brasileiras mais abastadas têm um instinto maternal naturalmente mais aguçado? Ou são educadas com mais zêlo para os rigores da maternidade? Será que só ficam grávidas quando querem? Será que entre elas os métodos contraceptivos são 100% eficazes, índice de suceso inédito inclusive na Suécia e Noruega?
A resposta é o aborto. As brasileiras mais abastadas, se não querem uma gravidez que não puderam evitar, dispõem de meios para abortar. Há clínicas clandestinas que fazem o serviço pelo Brasil inteiro. Mas cobram caro. Jamais uma brasileira abastada, sem outra opção que não o abosto, se vê levada à demência de jogar um bebê pela janela. Justamente porque o aborto se lhe apresenta como solução anterior a esse estágio de completo desespero e delírio.
Quem fica sujeito a não ter opção alguma, nem mesmo à do aborto, são essas mulheres pobres, que vivem na periferia da cidade e da vida, que não têm dentes nem futuro, que amam às pressas, que são elas próprias filhas de algum abandono - do parceiro, da família, do Estado. É por isso que legalizar o aborto, além de tudo, também é uma forma de tratar as brasileiras com algua igualdade.
Elisabete, que matou a filha, vai para a cadeia. Deve pegar mais que os oito anos de Simon, que jogou a filha na lagoa da Pampulha. É justo.Elisabete cometeu crime repulsivo. É assassinato. Vivendo a mesma asfixia infernal de Elisabete, tantas outras mulheres jogam seus filhos fora. É justo que, mesmo sendo pobres, tenham outra opção.
Como sempre, dois Brasis.

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terça-feira, 9 de outubro de 2007

Fatalidade????????

Gente... Estou passada! Horrorizada!!!! E sabe lá mais o que!!!!!
Li na comunidade da Pediatria Radical no Orkut sobre um caso que aocnteceu em Caxias do Sul. Um bebê de 5 meses morreu asfixiado após ingerir leite na escolinha onde ficava. Provavelmente o bebê teve refluxo e as professoras não perceberam.
O mais revoltante é que entregaram o bebê para a mãe enrolado no cobertor alegando que o bebê estava sonolento. Quando a mãe percebeu o filho estava roxo e sem respirar há mais de uma hora.
No hospital ele foi aspirado e entubado, mas já era tarde. Ele já tinha tido morte cerebral e falecei dois dias depois.
Os órgãos não puderam ser doados pois ele estava sem oxigenação há muito tempo!


Fiquei chocada porque minha filhota passa o dia na escolinha. Por duas vezes ela veio de lá com febre e não fui comunicada. E quando teve surto de varicela os pais não foram informados. O problema é que são esses detalhes que provocam as fatalidades.
Acham lindo um bebê de 5 meses mamar sozinho, mas tem que ter vigilância constante. Em casa não tiro os olhos da Daniela nem um momento. Espero que na escola cuidem assim!

Hoje já vou comentar na saída esse fato e deixam um sobreaviso:
"Ah, se acontece comigo. Não deixo ninguém vivo nem pra contar a história!"

domingo, 7 de outubro de 2007

Voltando a escrever...


Gente, hoje li no Desabafo de Mãe sobre A importãncia da avó materna e achei fantástico!
Eles consideram a menopausa uma estratégia evolutiva para o sucesso da nossa espécie. As avós que não podem gerar filhos têm mais tempo para ajudar nos cuidados com os netos. E, isso acontece com a avó MATERNA, pois é garantido que seus genes perpetuarão.
E o mais incrível é que realmente, a proximidade com a família materna é muito maior do que com a família paterna! Aqui na minha casa é assim. Minha mãe até desmarca compromissos para cuidar da Daniela, mas minha sogra foge o quanto pode!!!
HAHHAHHA
E é por isso que AMO Darwin!!!!!!!!!!!!!!
Beijokas
*Em breve voltarei a postar diariamente!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Assopra o pó...

Bem pessoal... Tenho estado meio ausente pois, depois do episódio da luz, agora é a vez da net ficar cortada. E sem previsão de volta.
Vocês não imaginam a saudade que sinto daqui, dos comentário e das conversas no MSN. Mas um dia tudo se acerta.
Daniela está resfriada, pois aqui em Curitiba o inverno chegou... Num dia 27° e no outro 11°. Não tem saúde de pequenino que aguente.
Eu estou numa fase um pouco pessimista. Muitas coisas dando errado. Meu curso no ComCiência não seria remunerado por já ser funcionária do Estado, tive que pegar mais aulas a tarde e por isso a Dani está na escola em período integral. Isso também está me deixando com o coração apertadinho, pois sinto muita falta dela e ela de mim, também.
Ontem minha mãe fez uma cirurgia para retirada do ítero e acabou tendo complicações, então ficarei mais alguns dias sem aparecer por aqui.
Deixo mihões de beijos e pedidos de desculpas por estar tão ausente com meu espacinho, mas é uma fase que vai passar!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Depois da sumida...

Depois de uma desaparecida estratégica, venho por meio deste registrar a indignação de algumas celebridades acerca da absolvição de Renan Calheiros...
Arnaldo Jabor: "O povo teve uma aula sobre a tradição vergonhosa de nossa política. A absolvição de Renan foi o suicídio do senado."
Bolívar Lamounier: "É como se houvesse duas classes de cidadãos: os poçíticos e o resto. Os primeiros fazem o que querem."
Carolina Ferraz: "Queria saber quem foram os políticos que ajudaram a absolvê-lo para nunca mais ajudar a elegê-los."
Cristiano Mascaro: "Minha primeira sensação foi de vergonha. Sinto também desalento por saber que o processo de mudança disso tudo é muito lento."
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